Apesar de ter até o dia 31 para anunciar se continua no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ou se permanece na função de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter afirmou que vai acatar a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para fiscalizar os magistrados, e assumir apenas suas funções na capital carioca.
"Todos os magistrados vão ter de sair. Não vou recorrer. Trabalhei de graça e acho que dei minha contribuição para o esporte. Agora sou telespectador. De vidraça, vou virar estilingue", disse.
Zveiter, no entanto, deixa em aberto a possibilidade de voltar à presidência do STJD em 2006. Ele não diz como, mas revela que alguma manobra pode ser colocada em prática.
"Ano que vem nos encontraremos com um novo movimento para que a gente volte", revelou.
Num processo que começou a ser julgado em novembro, Zveiter foi afastado no fim da tarde desta segunda-feira. Por nove votos contra quatro, o CNJ decidiu por sua saída, uma vez que as funções de presidente do STJD e desembargador do TJ do Rio são incompatíveis.
Os integrantes do Conselho estenderam a medida a todos os magistrados que têm cargos na justiça esportiva e editou uma resolução genérica para a categoria. Os juízes serão obrigados a optar no mesmo prazo entre a atividade e a magistratura.