Como todas as transversais no bairro do Novo Angelim, a Rua F não tem nenhum asfalto nem qualquer outra infra-estrutura. Das melhorias que foram prometidas por Tadeu para o bairro, nenhuma ainda foi cumprida. Há dois anos, a Avenida Principal foi asfaltada e os trabalhadores da obra disseram que até maio do ano seguinte as transversais também seriam, mas o prazo esgotou e nem esperança mais existe.
Para não conviverem com o lamaçal, os moradores colocam entulhos na rua, mas a poeira que invade as residências é o pesadelo de qualquer dona-de-casa. A situação não melhora quando começam as chuvas, já que o nível da água do lago aumenta e invade as casas.
É com esses transtornos que Maria da Conceição Santos convive há nove anos, tempo de existência do bairro. Segundo Maria, uma das primeiras casas que foram construídas foi a dela e nesse período cada um que chegava se empenhava em arrumar um trechinho da rua.
Devido ao desnível da via, nem o caminhão nem os agentes de limpeza adentram a rua. Para que o lixo não se acumule, cada inquilino caminha diariamente com os sacos de lixo para a Avenida Principal, por onde passa a coleta de dois em dois dias.
A iluminação pública também é outro problema. Dos três postes que existem, um foi colocado pela empresa de telefonia fixa para passarem as linhas telefônicas solicitadas pelos moradores. Para não ficarem no escuro, cada morador instala lâmpadas nas portas.
Raimunda Nonata Araújo conta que muitos moradores quiseram se reunir para assinarem abaixo-assinado e levarem ao prefeito, mas ela não acredita que isso surta algum efeito. "Pra quê? Esse prefeito não faz nada em lugar algum", são as palavras de desilusão da moradora.