Continua a briga entre os vigilantes da capital e o governador José Reinaldo Tavares. Uma comissão dos empregados da empresa Exata Vigilância tem feito manifestações regulares na porta da Secretaria de Educação do Estado e, ontem, encaminhou ao Jornal Veja Agora uma correspondência afirmando que o sindicato da categoria teria sido "comprado" pelo governador José Reinaldo.
Segundo Paulo Coelho, membro da comissão dos vigias, o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Luís Gonzaga, deveria lutar contra a situação, em vez de lamentar pelas demissões da categoria. "Estamos sozinhos nessa luta", afirma na correspondência assinada por 66 vigias.
Para a comissão, enquanto existe a possibilidade de 500 vigilantes perderem o emprego nas escolas do ensino público estadual, o governador José Reinaldo está no Palácio dos Leões protegido pela Polícia Militar. "Usando homens como nós e sem nenhum sistema de segurança eletrônica, não ouve nossos apelos e se esquece de que quem o colocou lá foi o voto do povo", diz o documento enviado.
Paulo Coelho pede ao jornal Veja Agora que denuncie à sociedade a situação em que se encontra a categoria. "Temos um sindicato que apesar de cobrar mensalidade não tem feito nada em nosso benefício", declara.
Já o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Luís Gonzaga, afirma que a comissão de empregados está sendo manipulada politicamente. "Não tomamos o partido de ninguém, somos neutros nessa história. O que queremos é lutar pelos direitos dos vigias e não sermos usado por quem quer que seja", disse em entrevista à nossa equipe de reportagem.
O presidente afirma que, agora, a entidade está analisando a proposta do Governo do Estado de transformar os vigias em agentes de educação com contrato de um ano.