No Vasco, antigos parceiros comerciais e aliados políticos já haviam lhe virado as costas. Agora, o isolamento político do presidente Eurico Miranda foi além dos limites de São Januário. Uma ríspida discussão com o presidente da Federação de Futebol do Rio, Eduardo Viana, na terça-feira, tornou público que a entidade não está mais afinada com os interesses do clube.
Entre xingamentos mútuos e ameaças com o dedo em riste, Eduardo e Eurico tiveram que ser contidos para não saírem no tapa. A briga deu-se por causa da escolha da empresa que vai confeccionar os ingressos para o Estadual.
"Teve até dedo na cara. Os dois se chamavam de bandido e filho da p.... Chegaram a se levantar para a briga", disse um dirigente que foi à reunião.
Eduardo estava ao lado de Flamengo, Botafogo e Fluminense, que defendiam a contratação da empresa BWA, que cobra 32 centavos por cada ingresso confeccionado. Para Eurico, esta empresa está sob suspeita desde que a diretoria da Federação foi afastada judicialmente, acusada de evasão de renda e formação de quadrilha.
Mesmo com preço maior, de 56 centavos, o presidente do Vasco brigava pela contratação da Quadran, com a qual tem contrato para os jogos do Vasco em São Januário.