O Porto deseja contar com o meia-atacante Anderson já no começo do mês de janeiro. O presidente do clube, Pinto da Costa, chegou a declarar à imprensa portuguesa que o jogador gremista seria a única novidade no começo de 2006. Mas o clube gaúcho ainda tem esperanças de garantir a permanência do atleta no Brasil ao menos até o meio da próxima temporada, para que ele ajude o clube na campanha da Copa do Brasil. Para isso, o presidente Paulo Odone deverá viajar para a Europa na próxima semana, para negociar essa continuidade.
"Nossa prioridade no ano que vem é ganhar a Copa do Brasil, para voltar a disputar a Libertadores da América", declarou Odone nesta semana. E para que o time tenha maior probabilidade de sucesso na competição, admite o dirigente, será importante manter Anderson no estádio Olímpico.
O jogador, sempre de poucas palavras, limita-se a afirmar que "o que eu quero é jogar, não importa onde, e essa questão da transferência fica com a diretoria do Grêmio". Mas sua mãe até já foi para a Europa, medida imprescindível para que a negociação se concretizasse, já que Anderson é menor de idade. Isso faz prever que o presidente Paulo Odone terá dificuldades para atingir seu objetivo.
O meia-atacante do Tricolor, escolhido melhor jogador no Mundial Sub-17 disputado no Peru neste 2005, foi negociado com o clube português em setembro, mas não se transferiu imediatamente para a cidade do Porto porque a Fifa é muito rigorosa quando a negociação envolve um atleta menor de idade.
Anderson foi vendido por cerca de R$ 15 milhões e um terço do valor já foi pago ao Grêmio.