ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2005 » Edição 133 » Editorial

Para não esquecer


Data de Publicação: 27 de dezembro de 2005
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

No próximo dia 1° de janeiro começa a contagem regressiva da administração de José Reinaldo Tavares. Será o começo do fim da maior tragédia política da história administrativa do Maranhão. Mas será, também, um raro exemplo didático de como, e quanto, um homem despreparado e movido pelo ódio pode causar mal a um estado rico e potencialmente forte como o nosso.

Quando, em outubro, os maranhenses voltarem às urnas para escolher quem vai lhes governar a partir de janeiro de 2007 até 31 de dezembro de 2010, o farão com a consciência de que tanto mal feito ao nosso povo nos últimos três anos não pode voltar a acontecer.

Acreditava-se no técnico que aparentava alta capacidade. Elegemos um governador tíbio, um administrador corrupto e um homem fraco.

No próximo ano o Maranhão terá como mensurar o que é bom para nosso estado e nosso povo e o que é ruim para ambos. Vai aquilatar o dano que José Reinaldo causou às nossas instituições, aos cofres públicos e à dignidade de nossa gente. Para balizar esse comportamento poderá, o nosso povo, comparar a administração de José Reinaldo - e seus aliados oportunistas - com o que Roseana fez pelo Maranhão.

Para reavivar a memória, o governador cometeu, de forma deliberada, os mais variados crimes tipificados do Código de Processo Civil, na Lei das Licitações e feriu, consciente e acintosamente, a Constituição Federal e a Constituição Estadual. Dispensou licitações em compras que a Lei 8.666 exige a realização de concorrência pública, aplicou de forma criminosa o conceito de inexigibilidade de licitação em processos que a mesma lei define como crime a utilização desse artifício jurídico. Só com esses dois tipos de excrescências, lesou os cofres públicos em centenas de milhões de reais. Os beneficiários foram, quase sempre, pessoas e/ou grupos ligados a eles, a seus parentes ou amigos muito próximos.

O governador "construiu" e pagou dezenas de quilômetros de estradas fantasmas. A Justiça do Maranhão reconheceu a roubalheira e indiciou o cunhado do governador, o ex-secretário João Dominici e vários outros importantes dirigentes do órgão que ele dirigia, a Secretaria de Infra-estrutura. Infelizmente, o Ministério Público não viu o envolvimento de José Reinaldo no esquema de roubalheira na Sinfra, até porque suas digitais estão indeléveis em toda a montagem do esquema e sua execução.

Depois, vieram os escândalos das festas faraônicas, como se o Maranhão fosse a Roma de Nero. Milhões gastos em festinhas particulares nos porões do Palácio dos Leões, apelidado por Lourival Bogéa de "Leomigo". Viagens, carrões, jatinhos e escandalosas brigas que faziam as delícias das candinhas. Uma orgia dantesca de gastos que parecia não ter limites. Até que a opinião pública começou a saber o que se passava. As festas rarearam, mas não cessaram de todo. O que continuou, no mesmo ritmo frenético das raves de tanto regalo da primeira-dama, foi a farra com o dinheiro público. Livros didáticos pagos a peso de ouro, também sem licitação e adquiridos de editoras suspeitas; o acordo criminoso com a Camargo Correa para lesar o Maranhão em 150 milhões de reais; o golpe da MA 373, em São Félix de Balsas; convênios fabulosos com prefeituras ligadas ao governador e cujo destino do dinheiro não é outro senão comprar apoio e segurança política para o governador, já que pesa sobre ele a sombra da guilhotina da justiça e da cassação.

A máquina, com todo seu peso financeiro, foi usada de forma criminosa. Centenas de milhões de reais que deveriam ser aplicados em benefício do povo foram desviados para garantir o mandato do governador e sua liberdade. Sim, a liberdade! Porque ele sabe, mais que ninguém, que a Justiça tarda, mas não falha. E ele pode ver, emoldurando trajetória de escândalos, os espectros de poderosos como Paulo Maluf, Roberto Jefferson, os donos da Daslu, o juiz Lalau e muitos outros que, desafiando a lei, acreditaram na impunidade, se deram mal e acabaram presos como criminosos comuns. O governador que espere. Seu dia chegará!

BUSCA:

Edição 133
Edição 133
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br