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Resposta dos funcionários do estado para a mensagem de Natal de zé noel


Data de Publicação: 27 de dezembro de 2005
 
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Governador, outra vez
O senhor está equivocado
Servidor não quer esmola
Quer o que lhe foi roubado
Direito ao mínimo salário
Que até hoje foi negado
Não temos cara de otário
Também não somos comprados

Se aqueles milhões do caixa
O senhor tivesse guardado
Daria até pra pagar
O rombo que seu cunhado
Deu com as estradas fantasmas
Espalhadas em todo Estado
E as festinhas de cachorro
No seu palácio encantado

Não venha com essa desculpa
Que foi governo passado
João Castelo e Luiz Rocha
Tão todos dois do seu lado
Um com a cara de traíra
O outro representado
Pelo filho preguiçoso
Por nunca ter trabalhado

No seu discurso de posse
Roseana do seu lado
Beijou os pés da mulher
Eu fiquei desconfiado
500 milhões no caixa
O governo abarrotado
Todo mundo lhe ouviu
- ou o senhor tava drogado?

Mas aquilo era o beijo
De Escariotes - eu sei
O traidor quer desculpa
Pra iniciar sua lei
Dali pra frente, seu Judas
Já decidido em ser rei,
Até sua incompetência
É culpa de Zé Sarney

Procure é trabalhar
E se unir com quem presta
Feche as portas do Palácio
Pra esses ratos de festa
E deixar de mentir tanto
Seu nariz já ta crescendo
Homem que não tem palavra
Por si mesmo vai morrendo

100 reais! Isso é deboche
Desse "des"governador
Quer fazer de cesta básica
O que ele afanou
Devolver o que é dos outros
Zé, não é nenhum favor
Devias pagar com juros
Pelo tempo que levou

Seu cartão não é presente
De Natal é desrespeito
Com o sofrido servidor
De quem furtou seu direito
Agora vem com migalhas
Com um cala-boca a mais
Pensando que o servidor
Se vende por 100 reais

Queremos dignidade
E respeito, nada mais
O estrago do teu governo
Agora é a frente que faz
Nem tarô de mãe Joana
Vai te devolver a paz
Teu espírito é mais pobre
Que o próprio satanás

Daqui há mais uns dois meses
É que o senhor vai saber
Que nem o dinheiro lhe livra
Da solidão do poder
As mesmas mãos que bajulam
Abraços, risos então
Tudo será silêncio
Sem ninguém neste salão

E o pior do eu sozinho
Não é carregar a cruz
É o derradeiro inquilino
Que vai e apaga a luz

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