Para enfrentar o fosso cada vez maior em relação aos times grandes no Estadual, os pequenos paulistas apostam em velhos conhecidos da prancheta.
A maioria das equipes pequenas e médias têm treinadores que dirigem seus times desde o início de 2005 ou até há mais tempo. O Paulista de Jundiaí é comandado por Vágner Mancini desde o primeiro semestre de 2004, um recorde entre os 20 clubes que jogam o torneio a partir do próximo dia 11.
A continuidade deu resultados para o time, atual campeão da Copa do Brasil e um dos representantes brasileiros na Libertadores do próximo ano.
Como quase todos os pequenos não têm atividades durante toda a temporada, treinadores com muita vivência nesses clubes voltam ao emprego depois de uma espécie de empréstimo.
No América de Rio Preto, Roberval Davino vai para o seu quarto Paulista seguido. Antes, esteve no Remo, onde conquistou a Série C. "Tenho história em Rio Preto", disse, para justificar o retorno ao clube interiorano.
A Portuguesa Santista é outra que abriu as portas para a volta de um velho conhecido. Sérgio Guedes assumiu o time em julho de 2004. No segundo semestre deste ano, teve uma rápida passagem pelo Jacutinga. Agora, foi recontratado pela equipe do litoral. "Agradeço a confiança depositada", afirmou o ex-goleiro.
Times que estão novamente na divisão de elite do Paulista recrutaram os responsáveis por suas ascensões. Foi o que aconteceu com o Noroeste. Depois de promover o time de Bauru, Paulo Comelli foi para o Ceilândia disputar a Série C, mas retorna agora para o clube paulista.
O Marília tem um comandante que conhece o clube como poucos.