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PAINEL POLÍTICO


Data de Publicação: 28 de dezembro de 2005
 
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Sinal verde

Animado com as palavras de ordem do ministro Jaques Wagner, segundo quem o governo não irá se 'imolar por coisas não comprovadas', o PT trabalha num substitutivo ao relatório de Osmar Serraglio na CPI dos Correios, peça de resistência da cassação dos mensaleiros.

Exército mercenário

A maior dificuldade está em encontrar, no PT, quem assine a peça, já apelidada na Câmara de 'tratado geral da pizza'. Ganha força a idéia de oferecer a missão a algum integrante de partido aliado, devidamente recompensado com verbas federais.

Atendimento universal

Os petistas no corredor da cassação não querem nem saber: esperam de Ciro Gomes (PSB) o mesmo empenho demonstrado pelo ministro para livrar a cara do irmão de José Genoino, sacador do valerioduto e chefe do 'homem-cueca', na Assembléia Legislativa do Ceará.

Questão regional

Acossado pelos petistas, Osmar Serraglio sofre pressão também de José Borba, que renunciou para escapar da cassação. Entre os novos nomes de receptores do valerioduto está o de um ex-funcionário de Borba, peemedebista do Paraná assim como o relator da CPI.

Divisão de tarefas

Correndo contra o relógio na tentativa de encerrar seus trabalhos em fevereiro, a CPI deve desistir de colher depoimentos e promover acareações já realizados pela Polícia Federal. A idéia é buscar um entendimento para compartilhar as informações.

Quase famoso

Relator-geral do Orçamento, Carlito Merss (PT-SC) foi presenteado por funcionários de seu gabinete com uma camisa do ídolo corintiano Carlitos Tevez. Para agradar o deputado, o 's' do argentino foi suprimido do nome grafado na peça.

Simples assim

Presidente nacional do PMDB, o deputado Michel Temer explica em português claro sua decisão de renunciar aos vencimentos da convocação extraordinária: 'Se não vamos trabalhar, não há por que receber'.

2006 no horizonte

O número de parlamentares que já abriram mão dos salários é mais um termômetro da pressão sobre a Câmara por conta da crise. Em 99, apenas o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) recusou a verba da convocação extraordinária. Neste ano, pelo menos 28 deles disseram não à bolada.

Vagas de fim de ano

Para disfarçar a realidade do Congresso às moscas apesar das despesas geradas pela convocação extraordinária, há parlamentar recorrendo ao expediente de contratar um funcionário temporário exclusivamente para atender o telefone.

Primeira classe

Durante recente visita à Fiesp, o ex-presidente da federação Horácio Lafer Piva fez menção de entrar num elevador quando lhe informaram que o mesmo era de uso exclusivo do atual ocupante do cargo, Paulo Skaf.

No banco

O porta-voz da Presidência, André Singer, está com um pé imobilizado em razão de acidente sofrido durante viagem a Pernambuco. Tem dado expediente no Palácio do Planalto, onde já recorreu a uma cadeira de rodas para contornar a dificuldade de locomoção.

De carona

O PT paulista vai recorrer a um pedido de investigação já protocolado na Assembléia para tentar apurar a suspeita de favorecimento a deputados pró-Alckmin via publicidade da Nossa Caixa. A estratégia é incluir o caso na CPI dos Contratos Irregulares, parada na Casa.

TIROTEIO

Do cientista político Rubens Figueiredo, do Cepac (Centro de Pesquisa, Análise e Comunicação), sobre a improdutividade recorde da Câmara dos Deputados em 2005:

No quadro de decadência institucional, a Câmara ocupa um lugar na comissão de frente. Gasta muito, vota pouco e sua única preocupação parece ser a de preservar os corruptos.

CONTRAPONTO

Quebra de patente


Em junho deste ano, a Comissão de Finanças da Assembléia Legislativa de São Paulo realizava uma audiência pública em Ribeirão Preto para debater a Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado. A certa altura do encontro, começou o rosário de críticas ao governo tucano.

De início, reclamações comedidas sobre a escassez de verbas repassadas pelo Estado. Mas o tempo esquentou quando um deputado pediu a palavra.

O parlamentar bateu pesado na administração Geraldo Alckmin, e foi seguido por um colega no mesmo tom. Impressionado, um vereador petista de Ribeirão Preto disse aos correligionários:

Nossa, esses nossos companheiros são bons mesmo!

Os dois são do PFL, esclareceu um deputado.

Como o partido é aliado dos tucanos no Estado, ficou claro para os presentes que fogo amigo não é exclusividade do PT.

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