Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro e atual técnico do Japão, Zico deverá tentar a carreira de treinador na Europa após a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Em entrevista ao "Bom dia, Brasil", da Rede Globo, o ex-jogador reafirmou que não treinaria uma equipe no Brasil.
- Depois da Copa termino com a seleção japonesa. Se eu continuar como treinador, quero ver se consigo meu espaço na Europa, dar os primeiros passos por lá. Treinador aqui no Brasil não seria. Aqui, você não é avaliado pelo seu trabalho e sim pelo resultado de dois ou três jogos. Nem no Flamengo eu seria técnico.
O Galinho esclareceu também a polêmica que surgiu na última semana sobre sua afirmação de que os flamenguistas torceriam para o Japão na Copa.
- Chegaram a colocar que eu tinha convocado a torcida do Flamengo para torcer contra o Brasil, jamais vou fazer um negócio desses. Nem preciso pedir nada para a torcida do Flamengo, sei do carinho que a torcida tem por mim. Já demonstraram isso na Copa das Confederações. Fora os jogos do Brasil, ela vai torcer para mim. Acho que isso de Fla-Japão é muito bom para os clubes - avisou o ídolo, que ainda afirmou acreditar em equilíbrio na competição.
- Num tipo de sorteio como esse, dirigido, o equilibrio é muito grande. Essa será uma das Copas mais equilibradas e isso ficou provado nas eliminatórias. São 12 seleções ou até mais que podem chegar em primeiro ou décimo-segundo, exceto o Brasil, que tem um favoritismo.
Para Zico, sua seleção tem chances de passar da primeira fase. Para isso, conta com a seleção canarinho para vencer os adversários do grupo e ajudar o Japão.
- A boa colocação é passar para a outra fase, a seleção tem capacidade para isso. tenho seleção para ganhar tres jogos ou perder as tres, bom conseguir uma vitória contra a Austrália e torcer para que o Brasil dê logo uma chacoalhada logo na Croácia, pode fazê-los ter que mudar o estilo de jogo contra nós. Contra seleções do tipo Croácia, Austrália, meu time tem se saído bem - concluiu.