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Governador dá R$ 1,6 milhão para prefeito de Caxias
Data de Publicação: 29 de dezembro de 2005 | | |
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Maior beneficiário do suposto esquema envolvendo José Reinaldo e a compra de apoio político para as eleições do ano que vem, o prefeito de Caxias, Humberto Coutinho, foi agraciado, dia 19 de dezembro, segundo informações colhidas no próprio Diário Oficial do Estado, com mais um generoso convênio com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O convênio, para a realização de obras de "ampliação, reforma e adequação do Hospital Geral de Caxias", de acordo com o texto da publicação, disponibilizará ao prefeito nada menos que R$ 1.632.093,21.
Com mais esse montante, Caxias já ultrapassa a casa dos R$ 11 milhões recebidos de José Reinaldo, a maioria deles através de convênios com a secretaria de Helena Duailibe.
Além de evidenciar a falta de critérios, a não ser os políticos, para a liberação dos recursos aos municípios, beneficiando apenas os que possam trazer dividendos eleitorais em 2005 ao governador, o novo convênio com a SES é prova mais que concreta da deslavada sangria dos cofres públicos.
No início do seu primeiro mandato, quando assumiu o governo em substituição à senadora Roseana Sarney, José Reinaldo comprou o hospital do então deputado Humberto Coutinho. Na época, aquela casa de saúde estava a ponto de ser fechada, dada a condição de total precariedade do prédio e a falta de investimentos do prefeito para manter o atendimento médico adequado à população.
Com isso, o responsável por qualquer ação de melhoria no Hospital Geral de Caxias, fosse de ordem médica, fosse de ordem estrutural, deveria ser o próprio Governo do Estado e não a Prefeitura de Caxias.
No entanto, como tudo indica que a intenção do novo convênio é apenas continuar levando à frente o escabroso esquema de José Reinaldo com Humberto Coutinho, visando à formação de caixa para a campanha eleitoral de 2006, o total de R$ 1,6 milhão foi liberado, não para a realização das reformas citadas no D. O., mas antes para a complementação dos acordos já firmados com o grupo.
Caso o objetivo do convênio fosse mesmo o de garantir melhorias ao atendimento médico na cidade, ao invés de assinar mais esse convênio, José Reinaldo e Helena Duailibe deveriam abrir, de imediato, concorrência pública para a contratação de empresa competente para a realização do trabalho.
Deste modo faria, de uma só vez, duas coisas que, de fato, são raras na administração do atual governador: garantiria pronto atendimento a uma necessidade básica da população e, de forma legal e cercada de lisura. Ao que tudo indica, essa não é a intenção de José Reinaldo.- Próximo texto:
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