GASOLINA MAIS CARA
Após do terceiro aumento seguido da alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) os maranhenses - principalmente os proprietários de automóveis - se vêem às voltas com mais um aumento no preço do combustível.
Os dois primeiros aumentos do tributo foram autorizados ainda em outubro e geraram bastantes protestos. O último, de 2 por cento, autorizado dia 29 de novembro, através do decreto nº 21.725, não ficou por menos. Pegou os consumidores de surpresa e causou novo desgaste na já abalada popularidade do governador.
No caso específico do último aumento, a população ficou ainda mais indignada devido ao fato de que a justificativa para a maior tributação é a criação de um certo FUMACOP (Fundo Maranhense de Combate à Pobreza), que teria a incumbência de minorar a situação de pobreza no Estado.
No entanto, com o aumento do imposto e o conseqüente aumento dos preços de produtos de alto consumo, o que José Reinaldo fez, na verdade, foi aumentar ainda mais o fosso de pobreza no estado.
Saída
Para driblar o aumento dos preços, caminhoneiros e proprietários de automóveis que moram em regiões de fronteira com outros estados acharam uma saída: abastecer fora do Maranhão. De acordo com empregados do setor de transportes da região tocantina, ao encher um tanque de caminhão no Pará ou Tocantins, a economia, por cada tanque, chega a cerca de R$ 400,00. Por mês, os caminhoneiros chegam a economizar mais de R$ 2.000,00.
A atitude dos caminhoneiros prova, mais uma vez, que o governador José Reinaldo só tem tomado decisões movido por interesses escusos. Com a oneração do contribuinte - devido ao aumento do ICMS - o Governo do Estado perde duas vezes. Primeiro porque ganha cada vez mais desapreço da população e segundo porque, como muita gente opta por abastecer seus carros ou caminhões em estados onde o combustível é mais barato, o Maranhão deixa de arrecadar quantias significativas.o