Ao lado de Ronaldo, Carlos Alberto Parreira pegou um helicóptero para ir e voltar de Teresópolis, onde os dois cumpriram compromissos com o patrocinador na manhã de terça-feira. A 166 dias da estréia na Copa do Mundo (em 13 de junho, contra a Croácia), o técnico da seleção não tem mais tempo a perder. Seu time só vai se reunir mais uma vez antes do início da preparação para o Mundial. Pelas últimas conquistas e pela qualidade dos jogadores, o Brasil é favorito ao título. Mas, dentro de campo, Parreira sabe que a seleção ainda não está à altura desta supremacia:
- Não está, mas vai ficar ao longo da Copa. As dificuldades são grandes. Lamento muito que só teremos um amistoso até a Copa - disse Parreira, empenhado em fazer de sua equipe mais do que um grande elenco. - Temos um time fortíssimo, agora precisamos formar uma equipe com a doação de todos.
O sacrifício começa pelo calendário. Passada a última convocação, em outubro, o Brasil só vai voltar a jogar em março contra a Rússia, em Moscou. Depois, serão mais quase dois meses de inatividade antes do início da preparação para a Copa. Parreira terá três semanas para fazer o que faltou em três anos.
- Temos que melhorar o trabalho coletivo. Não vamos começar a Copa no melhor nível - afirmou.