BRADESCO
De acordo com informações do delegado Marcos Moraes, titular da regional de Viana, todos os indícios apontam para o funcionário do Bradesco de Penalva, João Pereira, como mentor intelectual do assalto ocorrido na tarde da última quinta-feira, na localidade Estrela, localizado entre os municípios de Penalva e Viana, onde dois homens em uma moto e armados, tomaram de assalto 21 dos 30 mil reais que estava sendo transportado da agência de um município para outro.
Conforme informações do delegado, após o último assalto nas mesmas circunstâncias, essa transferência estava sendo feita pela empresa Norsegel, mas, ontem, como teve início o pagamento do funcionalismo municipal, o carro forte acabou atrasando, e a mando da gerente, o veículo particular, de propriedade do senhor Irlan Pereira Mendes, que já havia prestado esse tipo de serviço outras vezes para o Bradesco, acabou sendo contratado.
Em companhia do funcionário João Pereira, ambos seguiram viagem para Viana, entretanto, os pacotes de dinheiro foram acondicionados em locais diferentes, como dentro da meia, cintura, e um pacote com 9 mil estava debaixo de um dos bancos. No meio do caminho, os supostos assaltantes interceptaram o veículo, tendo obrigado estes a entregar 21 dos 30 mil que estava sendo transportando, deixando para trás apenas o envelope debaixo do banco.
Toda trama criminosa só foi descoberta porque uma testemunha viu o momento em que Irlan Pereira se escondeu dentro do mato, distante do carro, vários maços de dinheiro, num total de 4 mil reais. O popular pediu que o dinheiro fosse dividido com ele, mas este se negou, afirmando que não era seu. Enquanto isso, o funcionário do banco voltou relatando o acontecido, e informando que havia sobrado apenas cinco mil dos nove mi, pois os outros quatro havia sido repassado para o motorista.
A testemunha foi até a delegacia da cidade e contou que viu um homem com um maço de dinheiro, escondendo em uma moita de mato debaixo da ponte. De imediato, o delgado mandou que o motorista fosse conduzido até a delegacia onde, a princípio, negou o delito, mas a testemunha conduziu os policiais até o local onde viu o dinheiro sendo escondido, tendo a quantia acabado por ser apreendida.
Diante da prova do crime, Irlan não teve jeito a não ser confessar a ação delituosa. Segundo ele, ao tomar conhecimento que o transporte seria feito em um veículo particular, além de ter o contratado, também contatou com os dois supostos assaltantes. Ainda conforme o delegado, o caso permanece em investigação para saber se outros funcionários não estão envolvidos, bem como se o assalto ocorrido na semana passada, assim como esse, também não foi planejado. " Não podemos falar mais do que isso, pois ainda está em fase de investigação". O depoimento de todos os funcionários da agência acontecerá hoje e, se preciso, deveremos fazer uma acareação entre eles", finalizou o delegado.