Paredes descascadas, instalações expostas e na parte de fora piso e canteiros rachados. Essa é a primeira visão que se tem da Unidade de Educação Básica Monsenhor Frederico Chaves, no São Francisco. A escola, que existe há 39 anos, sendo que desde 1996 no atual prédio, nunca passou por uma reforma e espera agora por uma resposta de Tadeu.
Magno Martins, diretor geral da escola, foi quem enviou um ofício ao secretário de educação solicitando a recuperação da mesma. Depois disso uns técnicos da prefeitura visitaram a escola para analisarem a proposta e avaliarem os gastos. Não deram prazo algum.
Segundo Magno, o prédio precisa de uma pintura e reparos na instalação hidráulica e elétrica. Ele solicitou ainda a construção de mais quatro salas e um auditório. Um vereador foi quem se mostrou interessado em intermediar a proposta.
Na avaliação de algumas mães de alunos, a reforma é necessária. Maria José Sousa Rosa, por exemplo, disse que a escola já foi melhor e mais organizada. Além da reforma na estrutura física, a preocupação com a qualidade de ensino também deve ser prioridade. "Falta muito professor. Tem dia que os alunos só têm um horário e outros que não têm nenhum", contou.
A escola funciona nos três turnos. À tarde funcionam as turmas de 5ª a 8ª série, onde os professores estariam faltando. No turno da manhã, estudam as crianças menores, que reclamam da falta d'água ou da péssima qualidade desta. Maria Lúcia Santos tem uma filha e uma sobrinha no estabelecimento. E reclama do problema. "Por isso trago água de casa. Quando a bomba não queima, tem água ruim e os alunos não bebem", disse.