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Empregos temporários: esperança de Natal para os desempregados


Data de Publicação: 3 de dezembro de 2005
 
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As vendas relativamente baixas nos estabelecimentos comerciais em relação ao ano passado não desanimaram o comércio da capital, que todo ano, nesse período, contrata reforços para atender a demanda de consumidores que deve crescer com as festas de fim de ano. De acordo com os dados da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Maranhão (CDL-MA), este ano aconteceram apenas 1.500 contratações, uma queda em relação ao ano passado, que registrou 2 mil contratações.

A redução é reflexo do atraso na procura por parte dos consumidores que, na opinião dos comerciários, estão priorizando o pagamento de dívidas e contas ao invés de comprar presentes e coisas supérfluas.

Os chamados empregos temporários duram apenas o mês de dezembro, sendo renovados os contratos apenas daquelas pessoas que demonstram agilidade no ramo. Lourdes Lima Cutrim, 30 anos, há dois dias começou a trabalhar numa loja de confecções na Rua Grande. Ela estava há dois anos desempregada e antes trabalhava como cobradora de ônibus. Trabalhando em algo no qual não possuía experiência, Lourdes espera tornar esse emprego temporário em algo duradouro. "Estou me esforçando para ficar depois desse período", almeja.

Na loja onde Lourdes trabalha, foram contratadas quatro vendedoras no começo de dezembro e até o dia 24, se as vendas aumentarem, a gerente Sandra Borges disse que talvez contratem mais duas. "É essa oportunidade que as pessoas que estão desempregadas têm de encontrarem um serviço que pode ser fixo depois", disse Sandra.

Outra loja de confecções no shopping contratou 16 pessoas apostando que depois do pagamento de salários e décimos no começo do mês aconteça um aumento de compras. "Se as vendas seguirem uma progressão, a tendência é empregar o maior número de pessoas no mês de janeiro", garantiu a gerente da loja, Helena Mafra.

A própria CDL-MA admite que as lojas preferem aquelas pessoas que já possuem experiência no ramo, porque agilizam o trabalho e os rendimentos são melhores.

A gerente de uma sapataria, Clenir Guterres Diniz, no ano passado contratou 12 pessoas. Este ano, foram contratadas apenas seis pessoas, já que as vendas ainda estão fracas. Mas as contratações exigiram experiência, porque o tempo é curto e o trabalho exige desenvoltura. "As vendas já estão fracas, então não podemos arriscar com pessoas que ainda estão iniciando", afirmou.

Clenir atribui aos empréstimos e à diminuição do poder aquisitivo da população a responsabilidade pela queda nas compras de fim de ano. Ela acredita que as pessoas estão prestigiando mais as compras do essencial e básico. "Mas se a procura melhorar certamente contrataremos mais", garante.

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