A política maranhense passou por muitas crises. Algumas expressivas e outras, nem tanto. Políticos guindados à vida pública pelas mãos do ex-presidente José Sarney, como João Castelo, em algum momento de suas carreiras acreditaram que poderiam derrotar o grande líder maranhense. Outros, que fizeram sua trajetória sozinhos ou chegaram ao poder fruto de alianças do senador com outros grupos, como Oswaldo Nunes Freire, também romperam com Sarney.
O mais grave momento institucional vivido em nosso estado desde que o ex-presidente assumiu o governo do Estado em 1965 aconteceu em 1984, quando Sarney rompeu com a Arena, partido o qual presidia, em protesto contra a candidatura do ex-governador paulista, Paulo Salim Maluf à Presidência da República. Naquela ocasião, Luiz Rocha governava o Maranhão e continuou fiel a Sarney. O ex-governador João Castelo, que havia deixado o governo rompido com Sarney, foi cooptado por Maluf. A eleição era por voto indireto e cada Assembléia escolheria os delegados com direito a voto no Colégio Eleitoral. No dia em que a Assembléia Legislativa escolheria seus delegados, o então presidente da AL, deputado Celso Coutinho, aliado de Castelo, mandou a Polícia Federal invadir o prédio da AL na Rua do Egito, intimidando os deputados e impondo uma derrota a Sarney.
Mais tarde, Tancredo Neves, tendo Sarney como vice, impôs uma retumbante derrota a Maluf, Castelo e Celso Coutinho. Com a morte prematura de Tancredo, Sarney assumiu a presidência e conduziu o país à redemocratização. Mas, mesmo nesse período conturbado, o Maranhão cresceu política e economicamente.
A crise que o Maranhão vive hoje é diferente e tem conseqüências nefastas para o nosso estado. Atualmente, por trás da aparente discussão sobre o fim do domínio de Sarney na política maranhense, se esconde realmente um projeto esdrúxulo que reúne a nata conservadora da política local - como João Evangelista e João Castelo, com caricatas figuras que defendem um modelo ultrapassado de socialismo, como Jackson Lago, a políticos cujo móvel é apenas o ódio pessoal, como José Reinaldo, sua mulher Alexandra Miguel e Aderson Lago.
Pois bem, essa miscelânea de ideologias, interesses difusos e vingança pessoal provocou a maior paralisação do Estado de todos os tempos. O mesquinho projeto de vingança pessoal do governador, instigado por sua mulher, que sonhava em ser uma nova Roseana, mas que não conseguiu passar de ser o que é e, eventualmente, ser menos ainda, simplesmente parou o Maranhão.
Embora alardeado como o governo de mudanças, a administração de José Reinaldo é pífia, e tem a dimensão de sua estatura como administrador, ou seja, nenhuma. Senão, vejamos:
Os salários dos servidores foram achatados como nunca estiveram. Sequer chegam ao mínimo previsto na Constituição Federal. Com salários baixos, cai o poder de compra do maranhense e as empresas deixam de vender, deixando, com isso, de gerar emprego.
Os professores tiveram suas conquistas adquiridas no governo de Roseana simplesmente jogadas no lixo. Humilhados pelo governador, vão esperar dois anos para ver suas conquistas reimplantadas.
Nada caminhou. Estradas se deterioraram. Outras, prometidas, nunca saíram do papel. Muitas foram projetadas e pagas, sem sequer serem construídas, no que se convencionou chamar de "Escândalo das estradas fantasmas". Empresas fecharam e/ou mudaram para outros estados, com medo da voracidade arrecadadora do governo, que só fez aumentar impostos.
Mas o pior foi o que não veio. Três grandes indústrias multinacionais desejaram se instalar no Maranhão, criando um poderoso pólo siderúrgico em nosso estado, que geraria milhares de empregos e produziria milhões de dólares em impostos. Incapaz de perceber a dimensão e a importância da presença das três indústrias, José Reinaldo nada fez e as três já abandonaram o projeto. Foi um ano perdido, que pode custar décadas de crescimento. Tudo por culpa do ódio de José Reinaldo, que preferiu passar 2005 ofendendo Sarney e Roseana a trabalhar.