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Aumento de ICMS para Fundo da Pobreza de José Reinaldo revolta população


Data de Publicação: 30 de dezembro de 2005
 
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Açúcar aumenta para R$ 1,50 e gasolina dispara

De acordo com um projeto de lei enviado pelo governador José Reinaldo a Assembléia Legislativa e aprovado, desde o dia 29 de novembro de 2005 até 31 de dezembro de 2010, os dois pontos percentuais aumentados nas alíquotas de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de produtos serão destinados para o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza (FUMACOP).

Esses 2% repassados para o consumidor, principalmente para os proprietários de automóveis, estão gerando uma indignação porque, na opinião de quase todos, o governo tem condição de promover esse combate sem promover mais um tributo a população.

É o que garante a terapeuta ocupacional, Clarissa Carneiro, "acho isso uma sacanagem, ele quer passar para nós a responsabilidade dele", reclamou. O problema em cobrar mais uma taxa é que com tantas que já existem, quem paga não tem condição de colocar seus filhos em colégios públicos ou consultar em hospitais públicos por falta de qualidade. "Essa é mais uma forma de roubar", afirmou.

Não querendo se comprometer, mas sendo um tanto irônico quanto a essa cobrança, Alan Lima, representante farmacêutico, não se importa de pagar esse valor desde que ele tenha o devido fim. "Se for para o fundo de pobreza realmente, é uma maravilha. Pago até mais", disse.

A professora Melissa Diniz, entretanto, acredita que o governador não analisou as possibilidades realmente antes de criar essa lei para que a própria população financiasse o fundo. "Eu não concordo com esses 2%. O governo deveria usar outro programa para esse fim e não tirar do consumidor", sugeriu.

Como a maior parte da população do nosso Estado está dentro da linha de pobreza, o vendedor, Walter Oliveira Castro, não acredita que esse fundo terá o devido fim e reclama do aumento da gasolina em tão pouco tempo. "Em seis meses já aumentou quase R$ 2, comparado com os 90% da população pobre e analisando que quem tem carro nem sempre é rico... não acho que esse tributo vai para o devido fim", comparou.

Nilson Viana, represente comercial, já acha pesado a quantidade de impostos que paga, agora tendo que arcar com esse aumento ele não tem dúvida que José Reinaldo não está administrando bem o que recebe. "Eu não concordo com esse valor porque já tem tanto dinheiro que se dá para o governador", disse.

Atitude "absurda e irresponsável", classificou o motorista, Anselmo Arruda. A intenção de José Reinaldo pelo visto não terá o resultado esperado. "Se depender de mim e da minha família, ele não ganha nunca mais uma eleição e ninguém que ele apóie", afirmou.

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