Um funcionário da Cemar (Companhia Energética do Maranhão), que preferiu não se identificar por medo de represálias, denunciou, ontem, que a empresa estaria montando um grande “golpe” para demitir empregados do setor de atendimento, a partir de janeiro, em São Luís, e em todo o resto do Estado a partir de fevereiro.
Segundo a denúncia, a Cemar estaria contratando duas empresas de outros estados (Nusa – que seria de um ex-gerente da companhia – e Gestor) para a implantação de quiosques de atendimento em lojas na capital e no interior. Já existe um piloto do projeto instalado em um shopping de São Luís.
A intenção, de acordo com o funcionário, é demitir empregados antigos com o intuito de contratar mão-de-obra mais barata para o serviço de atendimento, economizando, assim, com salários. “Este projeto vem sendo trabalhado a sete chaves, não querem que vaze para a imprensa de forma alguma”, diz a carta encaminhada pelo denunciante à redação de Veja Agora.
O diretor da Companhia Energética, Eduardo Francisco Lobo, confirmou o projeto para a instalação dos quiosques de atendimento, mas negou que isso vá motivar demissões na empresa. “O que estamos promovendo é a expansão do nosso atendimento”, disse o diretor. “Essa é uma estratégia da Cemar para aumentar seus postos de distribuição”, completou.
Eduardo Lobo também confirmou a contratação das duas empresas citadas pelo funcionário e explicou que o processo de renovação do quadro da empresa vem sendo levado à frente constantemente. “Quando demitimos é com o intuito de melhorar os nossos serviços. Em um ano e meio, já demitimos cerca de 400 funcionários, em contrapartida contratamos outros 370”, ponderou, confirmando que, no mínimo, a empresa vem economizando bastante com a redução de salários.