O fato de São Luís ter o maior conjunto arquitetônico de origem portuguesa do Brasil não significa nada para o governador José Reinaldo. Muitos monumentos da cidade precisaram de reparos e até limpeza, mas quando o Governo Estadual ou a Prefeitura tentam executar esses serviços, o que se observa é quase uma tragédia com o resultado final.
O exemplo mais recente disso pode ser comprovado na "reforma" empreendida pelo Governo do Estado e que teve como alvo a Pedra da Memória, monumento localizado na Avenida Beira-Mar, fundos do Palácio dos Leões, residência oficial do governador José Reinaldo Tavares.
O monumento esteve coberto por um tapume durante quase todo ano para "esconder" a obra que o governo estadual estava fazendo. No início de dezembro, o tapume foi retirado e para grande surpresa da população, nada de mais havia sido feito.
A construtora Petra apenas retirou do local o que havia trazido para a tal reforma: pedra brita, areia e barro. Até mesmo os canhões do monumento, motivo de polêmica na cidade, não voltaram para o lugar de direito. Para onde foram os canhões?
"Ninguém entendeu o que aconteceu com esse monumento. A razão do governo ter querido fazer a obra e o motivo de terminá-la da forma como aconteceu são estranhos", opina o representante comercial Odair de Sousa Pereira.