ITAPIRACÓ
Responsabilidade legal. Essa afirmação do diretor da Alumar, Nilson Souza, resume toda programação de entrega de duas motos para o Projeto de Revitalização da Área de Proteção Ambiental (APA) que aconteceu ontem pela manhã, no Posto do Batalhão de Policiamento Ambiental localizado no interior da Área de Proteção Ambiental do Itapiracó.
As duas motos, tipo cross, juntamente com outros planos de manejo do local - como a redefinição dos limites da área, construção de guaritas, melhorias no acesso e policiamento - são parte do cumprimento do Termo de Compromisso Ambiental para conservação da biodiversidade da área, com base na lei n.º 9985/2000 que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e que estabelece a compensação ambiental de 0,5% para os empreendimentos que possuem potencial de impacto ao meio ambiente.
Para os membros do Conselho Comunitário do Complexo do Cohatrac (COMUNIC) esse é o primeiro resultado da luta do grupo pela preservação da reserva. Depois de dois SOS Itapiracó eles finalmente conseguiram trazer empresas para a preocupação com a questão ambiental.
Anterior a esse acordo e dentro da lei, a APA do Itapiracó estava entregue aos cuidados apenas dos moradores circunvizinhos que, segundo a COMUNIC, não tinham condição de monitorar a área de forma eficiente.
O Batalhão de Defesa Ambiental, que existe no local há mais de cinco anos, estava desativado, o que permitia que queimadas e exploração de madeira, além de invasões, fossem práticas comuns e ficassem impunes.
Só para se ter uma idéia, a APA do Itapiracó foi criada em 1997 com 322 hectares, dos quais hoje existem menos de 300, com 70% de sua cobertura vegetal alterada. O cinturão verde da reserva é formado principalmente de mata de galeria e espécie da flora, como bromélia, andiroba e copaíba.