ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2005 » Edição 114 » Editorial

É preciso salvar o que resta


Data de Publicação: 4 de dezembro de 2005
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

No último domingo Veja Agora publicou extensa matéria sobre mais um esquema do governo para lesar os cofres públicos, tendo como parceiro nesse novo crime a Petra Construções, que figura como uma das principais envolvidas no escândalo das estradas fantasmas. Na ocasião divulgamos que a empreiteira ganhou uma licitação para construir a rodovia ligando a MA-373 ao município de São Felix de Balsas, com 38 km de extensão. Foi aqui denunciado, também, que o conluio entre o governador e a Petra passou pela injeção de recursos que dobraram o valor inicial da obra e, mais grave, parte significativa da obra, uma ponte avaliada em mais de R$ 2 milhões havia sido retirada do projeto e licitada outra vez.

Nesta edição, Veja Agora apresenta novos indícios que demonstram os negócios suspeitos entre o governador e a Petra. A construtora Petra sacou, na boca do caixa, segundo documento do COAF, em poder de Veja Agora, na agência Gonçalves Dias da Caixa Econômica Federal, nos meses de maio e junho de 2004, na mesma época das medições feitas na estrada MA 373 - São Félix de Balsas, exatos R$ 1.350.000,00.

Com os documentos que dispomos não há mais dúvida que foi montada uma verdadeira operação para lesar os cofres do estado e, a exemplo de outros fatos já anteriormente divulgados, o governador teve participação ativa nela.

Já ficou definitivamente estabelecido que no escândalo das estradas fantasmas houve a participação do cunhado do governador, João Dominici, então secretário de Infra-estrutura que foi afastado do cargo por decisão da Justiça. Entretanto, apesar das provas irrefutáveis da existência do esquema, nunca se soube oficialmente o destino do dinheiro. A justiça não permitiu sequer a quebra do sigilo bancário de José Reinaldo e de sua mulher, Alexandra Miguel, sob a alegação que não havia provas de seu envolvimento com a roubalheira na Sinfra.

Agora, as provas estão sendo publicadas. Não há mais como argumentar que ambos devem ficar à margem do processo de investigação. Para se poder rastrear onde foi aplicado o dinheiro desviado, necessário se faz, pois, que o Ministério Público peça, com base nas provas que apresentamos aqui, a abertura do inquérito e a quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos. E isso inclui, principalmente, o governador José Reinaldo Tavares que é quem autoriza o pagamento das faturas sem que as obras estejam concluídas. Isso é urgente e inadiável.

Mas o MP precisa ir mais longe: precisa pedir a quebra do sigilo bancário de Alexandra Tavares, da mãe e do irmão dela, Rodrigo, este considerado o seu braço direito no esquema. Há que se pedir, ainda, o fim do sigilo dos secretários Marcelo Tavares e Carlos Brandão e seus familiares, da filha do governador, Mila Tavares, dos irmãos e cunhados de José Reinaldo, e de amigos íntimos, como Ericka Braga e Nelson Piquet, entre outros. Todos, segundo é voz corrente na cidade, seriam beneficiários do esquema.

Por último, mas também tão urgente quanto os demais, é preciso pedir à Justiça que determine a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal da Petra Construções e de todos seus sócios, dirigentes e funcionários graduados, pois dessa forma se poderá saber em que contas o dinheiro desviado do povo do Maranhão foi depositado.

BUSCA:

Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br