ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Dezembro/2005 » Edição 114 » São Luís

Exaustão mata trabalhadores rurais maranhenses em Ribeirão Preto


Data de Publicação: 4 de dezembro de 2005
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

DENÚNCIA

Dois trabalhadores rurais maranhenses estão entre os dez mortos em conseqüência de superexploração de trabalho nas usinas de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto (SP). A informação consta de relatório a ser divulgado amanhã, às 9h, na sede da Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos, pela relatora nacional para o Direito Humano ao Trabalho, Cândida Costa.

A relatora esteve na região no período de 24 a 27 de outubro de 2005, para realizar missão investigativa a partir de denúncia encaminhada pela Pastoral do Migrante - Diocese de Jaboticabal, município de Guariba/SP, na qual constavam as mortes de dez trabalhadores mortos nos anos de 2004 e 2005, de causas ainda não devidamente esclarecidas.

Entre os mortos, Ivanilde Veríssimo dos Santos, 33, que teve morte súbita e Valdecy de Paiva Lima, 38, morto devido a acidente cerebral hemorrágico, ambos naturais de Codó (Ma). As mortes dos maranhenses aconteceram em 2005.

Segundo a relatora, a maioria dos trabalhadores migrantes é formada por negros e pardos oriundos dos estados da região Nordeste, com destaque para o Maranhão, Bahia, Pernambuco e Piauí, além de Minas Gerais, principalmente do Vale do Jequitinhonha. Só em duas das frentes de trabalho, que na opinião da relatora não dão a dimensão real da situação, já que são 40 mil trabalhadores migrantes, foi detectada a presença de 46 maranhenses.

Cândida ressalta as péssimas condições de trabalho oferecidas aos migrantes. "Eles trabalham de 10 a 12 horas por dia. O ônibus apanha os trabalhadores entre 4 e 5h da manhã e eles só retornam no final da tarde". Ainda de acordo com a relatora, a comida, que eles levam em marmitas, geralmente estraga ao longo do dia e a pausa para o almoço é pequena. Os alojamentos não oferecem condições adequadas e nas frentes de trabalho os migrantes não dispõem de água potável ou de condições sanitárias.

BUSCA:

Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br