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Faltam asfalto e água no Novo Angelim


Data de Publicação: 4 de dezembro de 2005
 
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Desiludido com a possibilidade de receber alguma das promessas feitas por Tadeu, seu Domingos satiriza a situação do bairro em que mora: "não existe mais fita para medir isso aqui. Todo ano passam medindo, mas não fazem nada", disse. A rua onde ele mora, no Novo Angelim, é a Rua E, por onde passa um rio que se assemelha a um esgoto, por causa de tanta sujeira e que no período chuvoso transborda e invade as casas.

Enquanto as chuvas não chegam, a poeira é o principal incomodo. Como a rua é irregular e em algumas partes cheia de lama, os moradores colocaram entulho para passarem.

Durante as eleições, o atual prefeito Tadeu Palácio fez comícios na praça principal e angariou votos de muitos moradores dali com a promessa de levar melhorias para o bairro, mas nem a Avenida Principal foi asfaltada na gestão dele e as transversais, que deveriam receber pavimentação logo depois até hoje esperam por essas promessas.

Para se deslocarem de um lado para outro, por onde passa o rio, cada qual doou uma quantia para a compra de madeira para a construção de uma ponte. "Os moradores se reuniram e de R$ 1,00 e R$ 2,00 construíram essa ponte que já está para cair", contou Tereza Cristina Rodrigues.

Em toda a rua, a energia elétrica é só até a metade e a coleta de lixo só passa na avenida principal. Os moradores têm que providenciar gambiarras e o lixo ou é jogado no rio ou tem que ser levado até o começo da rua para ser recolhido.

Rosa Cabral reclama que o trecho é muito perigoso: o rio é habitat para jacarés e como tem um matagal ao redor, são encontrados também cobras e ratos. À noite, por causa da precária iluminação pública, rapazes mal intencionados se drogam na ponte.

Para piorar a situação, há mais de mês o abastecimento de água está irregular. Antonio José Ferreira diz que antes dava água em dias alternados e atualmente, no dia que deveria dar água, ela não vem. Para suprirem as necessidades domésticas, os moradores vão buscar água de manhã bem cedo num poço artesiano há uns quilômetros de onde moram. "Quando dá água não dá para encher nem um balde todo", criticou.

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