Há um louco enfurecido
Dentro de Coroatá
Que quando fica possesso
Manda o Ciba depredar
Tudo que vê pela frente
E ai de quem reclamar
Que a jagunçada abre fogo
Atirando pra matar
Depois corre ao palácio
Para pedir proteção
Veja aí um possessado
Em defesa de outro cão
Que se apossa do poder
Pra fazer perseguição
São dois ratos viciados
Tal aqueles de goteira
Que na ânsia de roubarem
Remexem na casa inteira
É triste ver Coroatá
Tratada dessa maneira
Mas seu prefeito de araque
Podes logo escrever
Que dessa vez nem o rei
Vai poder te defender
Que nós estamos unidos
Pra te sacar do poder
Assim também como Ciba
Que depredou a TV
Atendendo a tua ordem
Que depois fomos saber
Que até o coronel
Se aculiou com você
A pedido do palácio
Que sem motivo porque
Sacaram fora o tenente
Cumpridor do seu dever
É a lei do bang bang
Dentro de Coroatá
Onde até um magistrado
Se submete a acatar
As regras do seu prefeito
Seu Luís da Amovelar
Qualquer ordem encaminhada
Ele manda executar
Com o rei na retaguarda
O Ciba de prontidão
Se correr jagunço pega
Se ficar vai pra prisão
É a lei do mais valente
Na terra da opressão
Por isso seus mal feitores
Não percam por esperar
Se não criarem vergonha
Eu mando o cacete andar
Como sinal de protesto
Contra o rei e seus babões
Vou fazer uma advertência
No palácio dos leões
Peraí seu rei chorão
Se a dor da fronte te afeta
Fique chorando no leito
E deixe a dama ir pra festa
Ela quer mais é brincar
O pouco tempo que resta
Das benesses do poder
Tá nem aí se tu não presta
Pra fazer o que ela mais gosta
Quando se sente inquieta
Se não mexe mais com o ramo
Então veja se te aquieta
Invés de forjar a lei
Numa atitude incorreta
Vá pagar os professores
Que é a coisa mais correta
Quem sabe pagando eles
Tu sigas por outra seta
Que te leve ao rumo norte
Numa estrada predileta
Sem essas demagogias
Que hoje o poder te oferta
Mas se você não seguí-la
O diabo se manifesta
Para dentro do teu corpo
Numa maneira indiscreta
Depois te joga no forno
E lá mesmo ele te espeta
Mudando um pouco o assunto
Veja o estado como está
Infestado de corruptos
Pra tudo quanto é lugar
Tenho até uma seleção
Treinando pra fraudular
Com o Zé jogando atrás
Mandando a frente atacar
Na função de batedor
Só vendo pra acreditar
Tem um rato que é craque
Com nome de Amovelar
Tanto rouba em São Luís
Como em Coroatá
Mas no time de Tadeu
Só se vê gato miá
São os bichos prediletos
Que ele gosta de cuidar
Mas os que ficam em sua casa
Ninguém consegue enxergar
Dizem que é só pavor
Do medidor da CEMAR
Que governantes são esses
Que hoje presenciamos
Sem terem lei nem princípios
As vezes nos perguntamos
Com todas essas maldades
Em que lugar nós estamos?
Pagando sem merecer
Veja a que ponto chegamos
Diga-nos Deus Senhor Deus
Onde foi que nós erramos?