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O Maranhão não é pobre, pobre é o governador


Data de Publicação: 4 de dezembro de 2005
 
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Cantador: Zé Fogaréu

Meu amigo Fogaréu
Vou discordar de você
Não vou tirar meu chapéu
Pra essa pobreza "prive"
Que é só pra ter assunto
Pra ir mentir na TV
Sem se culpar da desgraça
Que nos botou a perder
Desse governo corrupto
Onde a tendência é crescer

O Maranhão não é pobre
É um Estado humilhado
Onde o ódio faz morada
Num coração desvairado
E o nosso sofrer aumenta
Ao nos sentirmos culpado
Como quem diz: se eu soubesse
Eu não teria votado

O Maranhão não é pobre
Pobre é seu dirigente
Chegou a governador
Sem conquistar uma patente
Todo lugar que ocupou
Foi-lhe dado de presente
Se jabuti lá ficou
Na certa foi mão de gente

O Maranhão não é pobre
Pobre é o grande sentimento
Da vindita deslavada
Que nos causa sofrimento
E nos faz de chacota
Por esse Brasil a dentro
Um governo sem respeito
Mentiroso e rabugento

O Maranhão não é pobre
E seu povo quer respeito
É propaganda enganosa
Ser tratado desse jeito
Além de não fazer nada
Inda nos bota defeito
Pra nos tirar de imbróglio
O quê ele tem feito?

A Frente da Traição
Argumenta de má-fé
Governou o Maranhão
Como broca de café
Adoeceu o milhão
Que hoje não fica em pé
E de bucha de canhão
Fez a gente de ralé

Luís Rocha e sua trupe
Quatro anos de vigília
Ficou tão rico que a herança
Inda sustenta a família
E um filho preguiçoso
Feito turista em Brasília
Hoje é administrador
De toda essa mobília

No seu tempo, o miserável
Maranhão inadimplente
Não pagou o que devia
Com o dinheiro da gente
Nero no jornal pequeno
Sorria mostrando o dente
Inda pegou da polícia
Um terreno de presente

João Castelo, esse é danado
Dá nó com qualquer novelo
Antes de ser deputado
Quando inda rinha cabelo
Em ar condicionado
Criou boi com muito zelo
Inda foi recompensado
Com a fazenda modelo

Depois deixou o governo
Foi vender medicamento
Vendeu água como soro
Foi defunto que nem vento
Fechou a Química Norte
Que faliu com seu invento
Depois levou muita surra
Pelo mau comportamento

Jackson Lago, o povo sabe
Sabe bem o que aconteceu
Já são quase trinta anos
E a Ilha não cresceu
E segundo a própria Frente
Nosso povo empobreceu
Ricos ficaram os ratos
Que criou na Coliseu

Tem outros menos votados
Que não vale nem falar
Como o tal do Zé Reinado
Que mandou a mulher mandar
Mandou dinheiro pra estrada
Que ninguém sabe onde está
Dizem até que tá no Gama
E o Vasco vai processar

Esta pergunta não cala
E eu vou fazer pra vocês
E vai ser pra cada mala
Cada um na sua vez
Se cada um tem fazenda
Criando sua própria rês
Pra acabar com a pobreza
O que foi a Frente fez?

Foi perseguir as pessoas
Como faz com o professor
Tomar banho em Aruba
Pra esquecer desamor
Matar de raiva essa gente
Que nesse líder votou
Mentir descaradamente
Quando o empréstimo gorou

Dá dinheiro pra Camargo
Quando a Corrêa quebrou
Fazer estrada fantasma
Por onde o diabo andou
Trocar os astros da mina
Por vidente e por tarô
Fazer chuvas de convênio
Na saúde, sim senhor

Se o prefeito diz amém
Pra esse desgovernador
Espalhar carta-convite
Que a grande recomendou
Encher de pró-seco o saco
Do mais novo puxador
Esse tal de derson lago
Que a Caema inventou

Que fez depósito d'água
Mas só sapo ele botou
É por isso que a Caema
Um sapo simbolizou
E o Convento das Mercês
Que ele quer mas não fechou
Com toda essa bandalheira
O Maranhão não quebrou

O Maranhão não é pobre
Pobre é o governador
De espírito e de gente
De inveja e de rancor
Na pequenez dos seus gestos

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