Parem as máquinas
O caso Coteminas era o argumento que faltava para convencer Osmar Serraglio (PMDB-PR) a abrir um capítulo sobre financiamento de campanhas petistas de 2004 em seu relatório final da CPI dos Correios.
Brasil grande
Como a CPI do Mensalão terminou sem produzir relatório, Serraglio decidiu ampliar a investigação para incluir o caixa dois nas eleições do ano passado em Estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
É só pedir
O Coaf já dispõe das informações que a CPI dos Correios vai requisitar sobre o funcionário da Coteminas responsável pelo depósito em conta da empresa de R$ 1 milhão em dinheiro entregue pela ‘senhora do PT’.
Orelha em pé
Chamou a atenção de integrantes da CPI o fato de Delúbio Soares, ao se manifestar sobre o caso Coteminas por meio de seu advogado, ter dado a entender que o pagamento à empresa do vice-presidente da República pode não ter sido apenas um.
Baixa expectativa 1
Um deputado perguntou a José Alencar, encerrada sua participação em evento realizado ontem em Curitiba, que planos tem o vice-presidente para 2006. ‘Sou candidato a voltar para casa’, respondeu o mineiro.
Baixa expectativa 2
Ao ouvir a resposta do vice, um empresário que estava perto de Alencar emendou: ‘Também, o senhor já vai ter bastante trabalho cobrando os R$ 12 mi que o PT lhe deve...’
Menos, menos
Depois da confusão envolvendo o relatório parcial de Gustavo Fruet (PSDB-PR) sobre a movimentação financeira, ACM Neto (PFL-BA) decidiu baixar a bola: o deputado prefere chamar de ‘prestação de contas’ o material sobre fundos de pensão que apresentará hoje à CPI.
Duas etapas
Quem viu o esboço do texto de ACM Neto garante que a parte principal se concentra em listar prejuízos dos fundos de pensão ao longo dos anos, desde o governo FHC. A parte das imputações de responsabilidade ficará para o relatório final da CPI.
Chega de charme
Em tempos de namoro com o PFL, o novo secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, sofre forte cobrança da cúpula de seu partido. Os seis vereadores do Rio ligados ao deputado se recusam a votar o Orçamento enviado pelo prefeito Cesar Maia à Câmara.
Com quem será?
Na fila da cassação, mas líder de fatia expressiva do PT paulista, João Paulo Cunha foi afagado por aliados de Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, pré-candidatos ao governo, durante encontro do partido no fim de semana. O coração do deputado bate pelo da ex-prefeita.
Dendê fervendo 1
Voltou a fechar o tempo entre os pefelistas Antonio Carlos Magalhães e Paulo Souto, candidato à reeleição na Bahia. O governador mandou exonerar policiais envolvidos do célebre episódio de ‘grampo’ no Estado, despertando a ira do senador.
Dendê fervendo 2
Para completar, a Secretaria de Cultura da Bahia, patrocinadora do longa ‘Eu me Lembro’, vencedor do Festival de Brasília, comeu bola. Uma cena do filme mostra um muro pichado com a frase ‘ACM: autoritarismo, corrupção, malvadeza’.
TIROTEIO
Do deputado Eduardo Sciarra (PFL-PR) sobre o fim do período de reclusão de José Genoino, que participou de encontro do PT no fim de semana e recebeu estímulo para disputar uma vaga na Câmara em 2006:
_Com a criatividade da assessoria de seu irmão no transporte de recursos, Genoino não enfrentará problemas de financiamento de campanha.
CONTRAPONTO
Mordeu a isca
Um grupo de deputados recém-filiados ao PSOL e petistas à esquerda da direção partidária se encontraram há algumas semanas no plenário. Walter Pinheiro (PT-BA) sugeriu um jantar para ‘pôr o papo em dia’.
_Conheço um lugar que tem traíra sem espinho_, sugeriu Paulo Rubem (PT-PE).
Chico Alencar (PSOL-RJ), ex-petista, brincou:
_Nada mais apropriado a estes tempos do que traíras.
João Grandão (PT-MS) passava apressado pelo grupo quando foi chamado por Orlando Fantazini (PSOL-SP), outro que deixou de ser petista na esteira do escândalo do ‘mensalão’.
_Vamos na traíra, João!
Mas o petista franziu o cenho. Preocupados, os demais deputados foram procurá-lo.
_Pô, até ontem o Chico e o Orlando estavam comigo, agora já me chamam de traíra!_, reclamou João Grandão.