Apesar da iniciativa da Executiva Nacional do PT de pedir a abertura de processo de cassação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o senador petista Tião Viana (AC) disse ser contra a iniciativa do partido.
Azeredo confirmou, em depoimento espontâneo à CPI dos Correios, ter recebido recursos das contas do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza para sua campanha à reeleição em Minas Gerais em 1998, antes de assumir o mandato de senador.
É justamente por ser anterior à data em que Azeredo assumiu o mandato de senador que Viana se contrapõe à representação no Conselho de Ética. “Fatos anteriores ao mandato [de Azeredo] não me dizem respeito”, afirmou. E completou que não cabe ao Senado apurar as denúncias referentes ao caso.
Na CPI dos Correios, os petistas criticaram o relatório parcial do deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) por não incluir o caso Azeredo no histórico do “valerioduto”. No entendimento de parlamentares do PT, o esquema montado por Marcos Valério foi inaugurado pelos tucanos.
As divergências políticas levaram os integrantes da CPI a não votar o relatório e extinguir a sistemática de divulgação de relatórios parciais. A partir de então, todas as investigações serão remetidas ao relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) para a inclusão no relatório final.