O senador Leonel Pavan (PSDB-SC), primeiro-secretário nacional do partido, negou que o prefeito de São Paulo, José Serra, tenha se antecipado a qualquer decisão partidária e ido sozinho em busca de uma aliança com o PFL para garantir o apoio ao seu nome para disputar a Presidência da República em 2006. Pavan defendeu que o partido busque também uma aliança eleitoral com o PMDB para ocupar a vaga de candidato a vice-presidente.
Pavan também negou que haja um racha do ninho tucano.
“Não tem racha. Não existe isto. O que o Serra fez foram contatos normais. Nestes contatos, nestas conversas se discute mais do que candidatura, se discute o que é melhor para o país. É bom que procuremos as alianças agora. Ele procurou o PFL e isto foi muito positivo. Eu pessoalmente defendo que o mais importante neste momento é tentar fazer uma aliança com o PMDB. Até mesmo oferecer a vaga de vice, por que não? O PMDB não tem um nome forte e não tem potencial de crescimento, mas tem uma base partidária, uma militância forte nos Estados e isto é muito bom para o PSDB”, avaliou Pavan.
Segundo o senador, o PSDB deve definir somente a partir de fevereiro seu candidato.
Para o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), a demora na indicação do nome do candidato do partido prejudica a campanha tucana. Virgílio faz parte do grupo que defende que a escolha se dê no início do ano que vem.