Apesar de ter sido agraciado com uma liminar que concede o direito de cumprir, a partir de então, prisão domiciliar, o ex-delegado da Polícia Civil, Luiz de Moura Silva se recusa a deixar o anexo da Cidade Operária, onde se encontra preso desde novembro de 99.
A liminar foi concedida pelo juiz Fernando Mendonça, da Vara de Execução Penal, em razão do estado de saúde debilitado do ex-delegado. Recentemente, ele foi submetido a várias intervenções cirúrgicas no coração. Entretanto, no mesmo pedido que foi pleiteado a prisão domiciliar a Luiz Moura, também foi solicitado a extensão do benefício a esposa dele, a ex-agente Ilce Gabina, o que não foi concedido pelo magistrado.
Já tendo sido batizado como o “homem de ouro” da polícia do Maranhão, Moura e a esposa foram presos na Assembléia Legislativa quando aqui esteve a CPI do Narcotráfico. Entre outras coisas, eles são acusados de participar na trama criminosa que resultou na morte do também delegado Stênio Mendonça. Neste caso, ambos foram condenados a mais de 30 anos de cadeia, entretanto, foram beneficiados por uma determinação judicial e o júri acabou sendo anulado.