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Fonte do Ribeirão é a nova vítima de Tadeu Palácio


Data de Publicação: 7 de dezembro de 2005
 
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SEM MEMÓRIA



Ontem, São Luís comemorou 8 anos do título de cidade Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), sob o tombamento de mais de 5.500 construções de origem portuguesa, o maior acervo do mundo preservado além das fronteiras lusitanas, datadas dos séculos XVII e XVIII em diante.

Apesar da importância do título, entretanto, o descaso do poder público - leia-se governador e prefeito, com o patrimônio são visíveis por toda parte.

A obra abandonada da Pedra da Memória, na Avenida Beira-Mar, próxima ao Palácio dos Leões e o abandono da Fonte das Pedras e Fonte dos Bispos são apenas alguns exemplos desse descaso.

Um dos mais visitados monumentos do patrimônio histórico de São Luís, a Fonte do Ribeirão, é outro que padece com o desinteresse dos órgãos (in) competentes. Situada bem em frente à Fundação Municipal de Cultura - FUNC, órgão da prefeitura, a Fonte até bem pouco tempo servia de banheiro público para desocupados e andarilhos que utilizavam o lugar para o banho, lavagem de roupa e até para fazer suas necessidades.

"Botaram segurança há pouco tempo, uns 3 meses", informa um funcionário da prefeitura que estava no local e que não quis se identificar. "Foi desde que apareceu uma matéria na TV mostrando gente banhando e lavando roupa aqui. Aí, o prefeito e o secretário (presidente da FUNC), resolveram botar segurança. Foi a imprensa que deu em cima". Segundo o funcionário, apesar da segurança, a limpeza deixa a desejar. "Limpeza aqui é só de vez em quando. A Limpel só retira o grosso". Detalhe: em torno da fonte, nenhuma lixeira.

Apesar do local ser um dos mais procurados pelos turistas, a visitação às galerias existentes na Fonte dependem de sorte. É que a chave das galerias fica com um funcionário da FUNC, e as visitas só podem ser feitas durante o horário de expediente do órgão, que de segunda a sexta é à tarde e às sextas pela manhã ( e vá o turista adivinhar).

Para o comerciante Ivanilson Araújo, 50, que trabalha próximo ao monumento, a Fonte "melhorou um pouco. Antes vivia jogada. Depois que a TV mostrou, fizeram uma mini-reforma e colocaram alguém para vigiar".

Mas o comerciante não se dá por satisfeito. "Podia melhorar mais. O patrimônio histórico mais visitado pelos turistas deveria ter um atendimento melhor, uma pessoa para atender os turistas, dar atenção. O serviço dos meninos que dão informação é muito precário".

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