Dois suicidas atacaram uma academia de polícia em Bagdá ontem, matando ao menos 36 pessoas e ferindo outras 72, informou o Ministério do Interior.
A rede terrorista Al Qaeda no Iraque reivindicou a responsabilidade pelo ataque por meio de um comunicado divulgado na internet. No anúncio, o grupo afirma que dois "irmãos" realizaram o atentado contra a polícia, que estaria perseguindo a minoria sunita.
Segundo o Exército americano, há 27 mortos e 50 feridos até o momento. Inicialmente, o Exército divulgou um comunicado afirmando que os suicidas eram mulheres, mas em seguida, corrigiu a informação, afirmando que o ataque foi executado por dois homens.
A primeira explosão aconteceu no momento em que os recrutas saíam para o almoço, após uma aula de prática de tiro, afirmou Nizal Mahmoud Khalaf, estudante que sobreviveu ao ataque. O segundo suicida se explodiu em seguida, quando os recrutas procuravam abrigo.
O Exército dos EUA - que inicialmente afirmou que os dois suicidas invadiram uma sala de aula antes das explosões - disse em seguida que um dos terroristas se explodiu do lado de fora de uma sala.
Pensando que os ataques vinham de fora da academia, policiais iraquianos e estudantes correram para se abrigar em um bunker, onde o segundo suicida detonou os explosivos, de acordo com o Exército.