TRAGÉDIA NA HOLANDESES
Depois de uma sessão de malabarismo por parte da cúpula da Secretaria de Segurança, o adolescente M.M, 17 anos, suspeito de estar conduzindo o BMW que, na noite da última sexta-feira, atropelou e matou a doméstica Marily Rodrigues Reis, 36, e a filha dela, Larissa Dayane Reis Lavra, de apenas 18, que residiam na Avenida 17, quadra 30, nº 38, no Paranã IV, no município de Paço do Lumiar, prestou um longo depoimento na Delegacia de Acidente de Trânsito - DAT. O pai dele, o empresário José Luís Medeiros, também prestou depoimento.
Para não atrapalhar as investigações, poucas foram as informações repassadas pelo delegado titular da especializada, Couto Júnior, em relação ao depoimento do adolescente. Segundo o delegado, M.M assumiu que estava na direção do BMW, na companhia de outros dois amigos, cujos nomes não foram revelados, mas negou que estivesse fazendo pega.
O empresário José Luís também prestou depoimento, entretanto, o teor não foi divulgado. No final da tarde, de posse das informações, o delegado Couto Júnior se reuniu com o superintendente de Polícia da Capital, delegado Marcos Afonso Júnior, mas momentaneamente este também preferiu não repassar nenhuma informação. Conforme fontes das Polícias Civil e Militar, o condutor do outro veículo, um Audi, seria o filho do dono de um grande hospital da capital.
O pedido de busca e apreensão negado pela Justiça, no intuito de que fosse feita uma busca na garagem da empresa Taguatur, no Anjo da Guarda, foi outra informação ventilada na tarde de ontem, porém, não confirmada pelos delegados que trabalham no caso. O BMW deverá ser apresentado ao longo do dia de hoje. Como o caso envolve um menor, o inquérito poderá ser encaminhado para a Delegacia do Adolescente Infrator.
O acidente
As duas, segundo informações da Polícia Militar, estavam vindo de uma mansão naquela área, onde Marily trabalhava como doméstica e foram colhidas pelos dois veículos quando tentavam atravessar, sendo um Audi e outro BMW, que estavam fazendo pega naquele momento. Pelos levantamentos feitos no local por profissionais do Instituto de Criminalística, tudo leva a crer que os veículos vinham emparelhados e cada um tenha colhido uma das vítimas.
Com o choque, mãe e filha foram arremessadas a cerca de 150 metros do local onde foram colhidas. A filha, por exemplo, ao cair na pista contrária ao local do acidente, teve o pé amputado. A mãe, apesar do esforço de cinco paramédicos que lutaram por quarenta e cinco minutos tentando evitar mantê-la vida, não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Os dois veículos trafegavam desenvolvendo alta velocidade, no sentido Calhau/retorno do Comando Geral da Polícia Militar. A princípio, há a presunção de que os dois motoristas estivevessem disputando um "pega", com seus veículos desenvolvendo cerca de 180 quilômetros horários. O acidente causou indiganção.