Tablóide ou panfleto?
O jornal O Imparcial de ontem publicou, na íntegra, e sem dar o devido crédito, uma matéria do site da Assembléia Legislativa, escrita pela jornalista Jaqueline Heluy, filha da deputada Helena Heluy e funcionária comissionada da AL. Sem se dar, sequer, ao trabalho de atualizar a “reportagem”, o jornal amilhado de Pedro Freire e de Marcos Nogueira, dá vazão à sanha de Aderson e chama Veja Agora de ‘tablóide’. Também o jornalista Raimundo Borges, em sua coluna “Bastidores” diz que Veja Agora é um panfleto.
Segundo o Dicionário Aurélio Século XXI, tablóide é um substantivo masculino que significa qualquer “Publicação em formato de meio jornal”. Já o Dicionário Houaiss é mais explícito. “Tablóide diz-se de ou jornal, caderno ou suplemento que tem cerca da metade do tamanho padrão dos jornais habituais”.
Não há, em nenhuma das definições dos dois mestres filólogos, qualquer conotação pejorativa que O Imparcial quis dar. Mas querer que Pedro Freire, Marcos Nogueira e Aderson Lago saibam o que é um dicionário é querer demais do trio.
Quanto ao Borges, pedir que ele distinga um tablóide de um panfleto, nas atuais circunstâncias, é exigir muito de uma pessoa dependente do esquema. Tem medo do “mercado” e não quer arriscar o emprego. Entendemos.
O tablóide I
Mas, admitamos que a intenção do grupelho reinaldista de chamar Veja Agora de tablóide tivesse mesmo a conotação que eles querem dar, não custa mostrar quem é quem nessa história. Afinal, se ser tablóide é, como dizem os afilhados de Zé Noel, é ser cínico e mentiroso, a definição se encaixa exatamente em quem? Em O Imparcial!
Afinal, que outro jornal vem sendo mais cínico e mentiroso que o próprio?
O tablóide II
Foi O Imparcial - e não Veja Agora - quem, cinicamente, mentiu ao fraudar a foto da visita do seu patrão a Itapecuru. A fotomontagem, denunciada por Veja Agora, foi confirmada no programa São Luís Debate, da TV Cidade, de aliados do patrão de Pedro Freire, Marcos Nogueira e Aderson Lago - essa trinca da pesada.
O tablóide III
Também foi O Imparcial - e essa quase levanta Chateaubriand do túmulo - quem travestiu Zé Reinaldo, primeiro em Zé do Povo e, depois, num ridículo Zé Noel, ou seja, uma figura do imaginário popular. A babaquice teve direito a gorro e saiote vermelho num governador que somente ele se presta a esse tipo de puxa-saquismo.
O panfleto
Raimundo Borges sempre alardeou ter amizade pessoal com o senador José Sarney. Era seu grande trunfo. Ultrapassado, Borges teme perder o emprego e ficar sem trabalhar e, então, se presta para achincalhar o trabalho dos outros.
Só para esclarecer o pouco letrado jornalista imparcial: panfleto é, segundo o mestre Aurélio, um pequeno escrito polêmico ou satírico, em estilo veemente.
E isso Veja Agora o é, sem dúvida!
O fiel da balança
Derrotada por 15 votos a 4 na eleição para a corregedoria, a desembargadora Madalena Serejo vai recorrer à Justiça para fazer valer o que julga serem seus direitos. Como foi o único membro do TJ que não compareceu à eleição de ontem, desembargador Antonio Bayma Júnior deve ser o único habilitado a receber e julgar a ação da desembargadora.
Passeio ao luar
Dizem que quando era pequeno e pobre, o deputado João Evangelista fazia barquinhos de papel e sonhava comandar seu próprio Titanic. Agora, rico e poderoso presidente da AL, vai gastar R$ 700 mil do pobre contribuinte num passeio ao luar, de barco, pelo rio Itapecuru. Espera-se que o Titanic chegue a um porto seguro sem ter o destino do verdadeiro.
Cadê os outros?
A deputada Graça Paz, aliada do cangaceiro Ciba do PT, adora brincar de presidente da AL. Como seu chefe João Evangelista odeia presidir a sessão, a Sem-Graça Paz vem exercitando seus dotes ditatoriais. Ontem, a vítima foi Pavão Filho, interrompido quando discursava sob a alegação de que havia muitos parlamentares inscritos para falar. No plenário, só sete deputados aguardavam o fim da sessão.
Orgia de licenças
É uma afronta a indústria de licenças na Assembléia. O interessante é que os atestados médicos estimam exatamente o número de dias que os débeis deputados devem ficar de cama. Exatos 121 dias. Ou seja, o número mínimo que o regimento determina que o deputado pode se afastar e em seu lugar entre outro. Como diria o ex-chefe do CCC, Boris Casoy, é “uma vergonha”!
Se a moda pega
O juiz federal Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara da Justiça Federal, expediu mandado de prisão contra o ex-governador de Mato Grosso, Wilmar Peres de Farias.
Esse quadro deve se repetir aqui em janeiro de 2007, quando já sem as regalias que o cargo lhe confere e sem a proteção vassala da AL, o governador