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Seduc se omite e colégio funciona precariamente


Data de Publicação: 8 de dezembro de 2005
 
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Fernando Perdigão

Cientes das condições físicas do Cem Fernando Perdigão, no Monte Castelo, a Secretaria de Educação se limita a fazer pequenos reparos na estrutura da escola e responsabilizar os alunos pelos demais danos físicos. Com poucos funcionários e estudantes sem assistência, o colégio a cada dia está mais depredado.

Todas as paredes são pinchadas, a maioria dos pisos antiderrapantes das escadas já não existe mais, as salas são quentes, os ventiladores estão quebrados, carteiras sem braço e poucos professores.

Os próprios funcionários da escola são conscientes da situação. Uma senhora que pediu para não ser identificada disse que a escola já enviou vários ofícios à Secretaria de Educação solicitando reformas no prédio e novas adaptações para atender os alunos. Segundo ela, não existe quadra nem pátio para os alunos transitarem nos intervalos e para a prática de esportes ou promoção de campeonatos. A última reforma na instituição aconteceu há mais de 3 anos e por último só fizeram alguns reparos na biblioteca e banheiros.

Aline Almeida, 15 anos, disse que quase não tem aula porque só tem duas disciplinas: português e matemática. Para sentarem, os alunos vão a outras salas buscarem carteiras e dão sorte quando encontram cadeiras com braços, pois a maioria está quebrada.

Verner Marinhos, 16 anos, mostrou o bebedouro que deveria ser ligado na energia elétrica, mas não é, e a água suja que bebem. “Além de quente, a água é suja e ruim”, critica.

Na própria sala da diretoria - onde, diga-se de passagem, os alunos não tem acesso por serem responsabilizados pela depredação - a pintura das paredes está descascando e em outros pontos está suja, teias de aranha se aglomeram nos cantos, a instalação elétrica está exposta e as portas e janelas são velhas. Curiosamente, até a figura do governador José Reinaldo está colado na parede sem moldura.

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