Brinquedos, cestas básicas, roupas, material escolar e até empregos - os pedidos são os mais diversos, mas a esperança de ser atendidos é o que faz com que milhares de crianças - e adultos também, lotem as agências dos correios com pedidos de presente de Natal.
Muitos desses pedidos, em forma de carta, são atendidos hoje através do projeto “O Papai Noel dos Correios”, que visa, sobretudo, “manter a chama do Natal acesa”, conforme explica a assessora de comunicação da empresa, Janaína de Freitas Araújo.
O projeto surgiu a partir da iniciativa de carteiros anônimos, que procuravam atender aos pedidos do tipo que chegavam aos Correios na época de Natal. No Maranhão, o projeto Papai Noel existe desde 1999 e até o ano passado teve um aumento de 120% no número de cartas recebidas. Para este ano, a expectativa é que esse número aumente, já que recebem cartas durante o ano todo.
Algumas cartas sensibilizam muito o leitor. Rosileide Ferreira da Silva, também conhecida como “mamãe Noel dos Correios” é uma das que trabalham no projeto. Ela cita como exemplo a carta de um senhor de 60 anos, que pedia um par de muletas. Apesar da orientação da coordenadora do projeto, que explicou que a prioridade era atender aos pedidos de crianças, Rosileide se sensibilizou e conseguiu as muletas.
Além da ajuda dos funcionários, as cartas recebidas contam com a sensibilidade de pessoas que “adotam” as correspondências e presenteiam os remetentes. Para isso, os pedidos ficam em exposição em locais públicos, onde as pessoas podem ler as mensagens e decidir como ajudar.
A partir do dia 21 de dezembro até o dia 24, um carteiro vestido de papai Noel sai com a equipe dos correios em carros para distribuir os presentes e fazer a alegria de crianças como a menininha da carta que não pensou só em si, mas nos seus quatro irmãozinhos que não podem ter brinquedos porque o salário do pai é suficiente para comprar apenas comida.
Ou, em outros casos, como de uma criancinha de dois anos que na carta dizia que perdeu o pai e queria roupa nova para si e para mãe. “A pessoa que leu a carta chorou”, contou Rosileide Ferreira da Silva.