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Vigilantes não aceitam implantação de vigilância eletrônica nas escolas estaduais


Data de Publicação: 8 de dezembro de 2005
 
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Protesto contra o desemprego de José Reinaldo

Vigilantes prestadores de serviços em escolas públicas do Estado realizaram, ontem, grande manifestação pelo centro da cidade. Os manifestantes protestavam contra decisão do governador José Reinaldo de encerrar contrato com as empresas prestadoras de serviços na área de segurança e contratar empresas de vigilância eletrônica.

De acordo com a liderança do movimento, a medida tira o emprego de, pelo menos, quinhentos funcionários. “São quinhentos pais de família sem emprego, tendo que dar o que comer para os seus filhos”, disse José Matos, um dos participantes da mobilização. Vigia noturno há mais de três anos, Matos disse, ainda, que todos concordam com a renovação do quadro para que o serviço seja prestado com mais qualidade, mas não aceitam a implantação de segurança eletrônica. “Não somos contra empresa A ou B prestando serviços para o governo, mas somos contra mais de 500 pais desempregados”, ressaltou.

Os vigilantes se concentraram em frente à sede da Secretaria de Educação do Estado, onde cobraram uma definição do secretário Edson Nascimento. Mas não foram atendidos.

Em seguida, dirigiram-se pela Rua Grande à Assembléia Legislativa, ao som de apitos e palavras de ordem. Já na Rua do Egito, fecharam o trânsito e cobraram dos deputados que fossem atendidas as suas reivindicações. “O governo está querendo tirar os vigilantes para colocar vigilância eletrônica”, reclamou José Ruy, diretor de assistência do Sindicato dos Vigilantes. “Se essa segurança fosse boa, o governador instalava no Palácio dos Leões e tirava de lá os policiais militares”, analisou.

Salários atrasados
De acordo com o sindicalista, a manifestação foi organizada, também, por conta do atraso dos salários. Ele informou que há funcionários há mais de seis meses sem receber. “Isso acontece porque o governador não repassa o dinheiro para as empresas que a gente trabalha”, disse.

No final da manhã, lideranças foram recebidas pelo presidente da Assembléia. Nem assim os manifestantes se acalmaram.

Eles temem que os deputados governistas façam o mesmo que fizeram com os professores, quando os receberam, firmaram um acordo e, no plenário, votaram de acordo com a determinação de José Reinaldo.

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