A juíza da 1ª Vara Cível de Porto Alegre, Munira Hanna, determinou em despacho, terça-feira, que a CBF cumpra liminar que a impede de proclamar o campeão brasileiro, sob pena de prisão de seus dirigentes. A entidade já declarou o Corinthians vencedor do torneio e entregou a taça na segunda.
Sua decisão atendeu a pedido do torcedor colorado Leandro Konflanz, que entrou com a primeira ação que invalidou as anulações das 11 partidas do Brasileiro apitadas pelo ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho. Isso mudaria o resultado do campeonato.
Ontem, foram enviadas cartas com ofícios para a confederação para que respeite as decisões da Justiça do Rio Grande do Sul. A alegação é de que o Superior Tribunal de Justiça deu aos gaúchos a competência para decidir sobre questões de urgência do caso da anulação das partidas.
Dirigindo-se ao presidente da CBF, a juíza manda que ele cumpra “liminar concedida (...) sob pena, em sendo inobservada, (...) da determinação de prisão por desobediência”. Além disso, o despacho determina que, se não recuar na declaração do campeão, a entidade terá de pagar multa no valor do prêmio dado ao vencedor do Brasileiro.
Apesar de se dirigir ao presidente da CBF, que é Ricardo Teixeira, a juíza endereçou o ofício para o diretor do departamento técnico da entidade, Virgílio Elísio. Não fica claro quem poderá ser preso por descumprimento da lei.