A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão, FAPEMA, vem a público esclarecer algumas informações equivocadas publicadas por este veículo de comunicação, na edição do último domingo (27), sob o título “Panelinha no concurso da Fapema -Aliados de José Reinaldo ganham bolsas de quase R$ 50 mil”.
A FAPEMA é uma instituição séria que vem se empenhando e buscando diversas formas de incentivar a pesquisa científica neste Estado. Ela sabe que, além de atuar como agente financiadora, através da concessão de bolsas de estudo em todos os níveis, sempre há algo a mais que pode ser feito para estimular o trabalho dos pesquisadores maranhenses que, com o seu esforço, conduzem o Estado para uma melhoria na qualidade de vida que reflete em toda a população.
Por este motivo, a FAPEMA criou os prêmios Jovem Cientista Maranhense, Pesquisa e Produção Científica do Maranhão e Jornalismo Científico do Maranhão. Os dois primeiros, para estimular a produção de pesquisas que possam contribuir com a elevação do IDH do Estado; este último, para reconhecer também o valor de um profissional cujo trabalho é essencial para a sociedade, mas que raras vezes é lembrado e dignificado por ela: o jornalista.
Foi pensando nisso que a FAPEMA fez questão de definir uma categoria voltada ao jornalismo científico feito no Maranhão -vale lembrar que esta é uma iniciativa pioneira no Estado. Premiações existem muitas, para toda a sorte de profissionais; porém nenhuma voltada para o jornalista que se preocupa em divulgar os avanços científicos e a pesquisa do Maranhão.
Priorizando sempre a transparência de suas ações, a FAPEMA lançou um edital público, que serviu para orientar sobre todas as fases do concurso, entre elas, a do julgamento dos trabalhos.
Desde o início, a FAPEMA deixou claro, nesse edital, os critérios para a escolha dos membros de cada comissão. No caso do jornalismo científico, optou-se por selecionar um representante de cada instituição pública de ensino superior do Maranhão, um representante de todas as faculdades privadas, um representante de uma associação de classe (no caso, a Associação Maranhense de Imprensa, AMI) e um representante da assessoria de imprensa do Governo - pois a FAPEMA, por estar vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo, está diretamente subordinada ao Governo do Estado.
Nenhum representante da direção da FAPEMA teve qualquer influência sobre o julgamento da comissão. Todos estes cuidados foram tomados a fim de garantir a total imparcialidade e isenção dos julgamentos.
Foi com muita satisfação que, mediante decisão dos representantes de todas as instituições de ensino públicas e privadas e da AMI, a FAPEMA premiou em primeiro lugar o jornalista Franklin Douglas, com uma relevante e séria reportagem sobre as pesquisas da Dra. Terezinha Rego, um nome conhecido nacionalmente não por causa de política, mas sim devido ao seu excepcional trabalho; em segundo lugar, o repórter da TV Mirante, Sidney Pereira, e em terceiro lugar, a jornalista Zina Nicácio, do jornal O Imparcial.
Ao contrário do que foi veiculado neste jornal, os prêmios concedidos no valor total de R$ 20 mil foram financiados pela Alumar. Os auxílios à pesquisa, no valor de R$ 13 mil e uma bolsa de estudos, foram financiados pela FAPEMA.
Através destas premiações, a FAPEMA plantou uma semente, que germinará e terá como fruto a valorização do profissional jornalista, além de ser um incentivo para que todos os veículos de comunicação existentes no Maranhão dêem um pouco mais de si por um campo ainda pouco explorado, mas que pode fazer toda a diferença não só para a comunidade científica, como para toda a população maranhense.
A posição de Veja Agora
Veja Agora não nega o papel da Fapema no fomento à pesquisa científica, mas contesta o caráter restritivo imposto à realização do concurso “Jornalismo Científico do Maranhão”, prática usual, aliás, na atual administração estadual a que o órgão está subordinado. São nebulosos os critérios para a escolha da comissão que julgou o trabalho. O que levou a Fapema a escolher um membro da AMI, uma instituição de poucos afiliados, em detrimento ao Sindicato de Jornalistas, esse, sim, o legítimo representante da categoria? Teria sido porque o presidente do sindicato é funcionário do jornal que se opõe ao Governo? A presença do jornalista e professor Nilson Amorim, na banca que selecionou os trabalhos é, por si só, motivo de suspeição. Amigo íntimo do primeiro colocado, o também professor Franklin Douglas, o professor Nilson Amorim, representante da Secom, por questões éticas e morais deveria se declarar impedido de julgar o trabalho do amigo e não o fez. Sua presença na banca, além de constranger os outros membros, pode ter influenciado na escolha do “melhor” trabalho.
Ao contrário do que faz supor a nota da Fapema, Veja Agora não fez qualquer referência sobre quem pagaria este ou aquele prêmio. Um jornalista que participou do concurso confirmou, entretanto, que a bolsa oferecida pela Fapema é no valor de R$ 1.000,00 por mês, por um período de 4 anos.