Usuários insatisfeitos com o atendimento e falta de medicamentos. É essa a realidade do Pronto Socorro do Anil, ladeado por um posto de táxi e um posto de combustível. A situação é motivo de crítica por quem precisa recorrer ao posto para tratamento de alguma doença. A responsabilidade pela unidade é da Prefeitura de São Luís, que mesmo ciente do problema não tomou providências.
O morador Abraão Jorge Leão diz que não gostou do atendimento a que foi submetido no posto. “Não deram muita importância para mim. Depois fiquei sabendo que não havia medicamento para os pacientes”, conta.
Já a dona-de-casa Maria Bárbara Cunha, moradora do Anil, disse que o atendimento é muito demorado. “Eu já passei por isso diversas vezes. Mas o pior aconteceu com uma irmã minha que chegou passando mal com pressão alta e dor de cabeça e não foi atendida porque não havia médico de plantão”, relata.
A exemplo de outros postos de saúde mantidos pela Prefeitura de São Luís, o Pronto Socorro do Anil não tem odontólogos em seu quadro médico. “Precisei de um dentista e eles me informaram que não tinha nenhum profissional dessa área para me atender”, afirma a moradora do Cruzeiro do Anil, Jeane Magalhães.
Auxiliar de enfermagem do Pronto Socorro, Apolônia Pereira revela que o posto tem recebido uma demanda acima da sua capacidade. “Ele funciona 24 horas e sempre está lotado de pessoas para atendimento. Não vem só gente do Anil. Casos como o de fraturas costumamos encaminhar para o Socorrão II, na Cidade Operária, pois às vezes não temos ortopedistas”, informa.