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Danos ao clima podem ser irreparáveis em dez anos, diz cientista


Data de Publicação: 9 de dezembro de 2005
 
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O cientista que lançou pela primeira vez o alerta a respeito dos perigos do aquecimento global disse que, se a produção dos gases de efeito estufa continuar nos níveis atuais, o planeta sofrerá danos irreparáveis dentro de uma década.

Falando em uma reunião de especialistas em clima em São Francisco, Estados Unidos, James Hansen alertou que apenas mais um grau de aquecimento pode levar o planeta Terra a padrões climáticos que não são vistos na Terra há mais de 500 mil anos.

A observação de James Hansen ocorre no momento em que ministros do Meio Ambiente de vários países, inclusive do Brasil, iniciam as discussões da última fase da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Montreal, no Canadá.

As negociações ocorrem dez dias depois do início das reuniões na cidade canadense para discutir formas de se alcançar as metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto e quais as próximas medidas a serem tomadas a respeito das mudanças climáticas.

Desastre “evitável”
Hansen, que primeiro falou sobre os perigos do aquecimento global na década de 80, afirmou que o desastre ainda não é inevitável.

Para ele, se forem tomadas medidas agora em setores como o energético, no tocante aos combustíveis usados por veículos, poderia ser iniciado um processo de estabilização do clima.

Em Montreal, os ministros vão tentar finalizar um acordo a respeito da futura política global para o clima.

Os Estados Unidos, até agora, estão bloqueando medidas para limitar as emissões de gás carbônico depois que o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012, apesar do pedido de um em cada quatro senadores americanos para o país aderir ao protocolo.

Os Estados Unidos não são signatários do protocolo pois temem que sua implementação possa prejudicar o desenvolvimento e crescimento econômico.

O Canadá, anfitrião do encontro, quer encontrar uma fórmula que vai incluir países que não concordam com o protocolo e os países em desenvolvimento que não são cobertos por Kyoto.

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