PORTO ALEGRE - O Internacional formalizou um pedido para que o advogado Leandro Konrad retire a ação na Justiça comum contra o Superior Tribunal de Justiça e a CBF, pedindo para que seja modificado o resultado do campeão do Brasileirão 2005. O Colorado teme que o prolongamento da história prejudique sua participação na Taça Libertadores da América na próxima temporada.
Konrad ainda não se pronunciou se irá aceitar a sugestão dos dirigentes colorados e retirar a ação.
O presidente Fernando Carvalho confirmou o temor com o risco de ser excluído da Taça Libertadores da América.
- Na verdade, diante de tudo que foi criado, nós endereçamos uma correspondência a ele solicitando que desista deste pleito, pois pode causar prejuízos irreparáveis para nós - revelou Carvalho.
A decisão da diretoria colorada de solicitar ao catarinense que ele retire o processo contra a CBF foi tomada depois que os dois vice-presidentes do clube, Arthur Dallegrave e Mário Sérgio Martins da Silva, estiveram em Assunção, onde participaram de diversas reuniões com diretores da Conmebol, entre eles estava o presidente Nicolás Leoz. O assunto em pauta era a ameaça de exclusão do Colorado da competição continental.
- O Inter está credenciado para a disputa da Taça Libertadores e até agora não existe nenhum embaraço que coloque em dúvida nossa participação. Mas, de qualquer forma, vamos estar atentos para tudo que possa acontecer - disse o presidente.
O diretor de imprensa da Conmebol, Nestor Benítez, disse que os clubes brasileiros que irão participar da Taça Libertadores da América são indicados pela CBF
- A autoridade é da Confederação Brasileira de Futebol. Eles designam as equipes que irão participar da Taça Libertadores. A definição se o Inter irá participar ou não do torneio é da CBF - revelou Benítez.
Nestor Benítez falou ainda que não existe um prazo determinado para que as Confederações encaminhem à Sul-Americana as equipes que irão participar da competição.
A direção continua com o discurso de que ainda pretende lutar para que a decisão do STJD seja modificada na esfera esportiva, onde o único caminho que resta é a Fifa.