Estamos na rua com garra e força. Nossa companhia será o povo que em nossas páginas vai ler tudo que o Maranhão precisa saber. O governador José Reinaldo comprou quase toda a imprensa local. Uns correm de um lado para outro, sem saber em que caixa recebem.
Sua mulher, Alexandra, tem a seu lado um guru só para isso. Ele é quem faz a folha e quem dita as notícias. Só se publica o que sai do Palácio. Felizmente a resistência não acabou, como os valorosos jornalistas do Diário da Manhã e alguns poucos resistentes.
O exemplo maior é chamado o jornal das multidões, o "Jornal Pequeno", criado por Ribamar Bogéa, vivo há cinqüenta anos e vendido pelo Lourival em cinco minutos, enganando todos os irmãos, recebendo por fora e por dentro, numa vergonhosa trapaça. Todo um passado de credibilidade caiu pelo ralo. É hoje um pasquim dos porões do Palácio dos Leões, bajulando Alexandra que a ele chama de LOLÔ querido.
O Imparcial, órgão de uma organização séria, os Diários Associados, teve que submeter-se até a um interventor que lá dentro representa o Governo e só publica o que o que ele quer e que lhe veio do Governo. Antigamente, nas ditaduras, os jornais tinham censores militares que iam às redações censurar o que se devia publicar. Hoje, é o contrário, é o Governo que vai para dentro dos jornais escrever o que se deve publicar.
Dizemos estas coisas para tornar bem público o nosso objetivo, para que viemos e cá estamos. Não é possível que não se levante um clamor total contra essa vergonha.
Vamos dizer a verdade, sem mordaças, sem medo e com coragem. Vamos fazer um jornal moderno, da cidade, afirmativo, com noticiário dos bairros e com apoio na alma do povo, que não aceita esse estado de coisa, ou melhor, covardia.
A imprensa nasceu para questionar, para indagar, para informar. Vamos fazer imprensa com responsabilidade, dignidade, moral e dever.
Vamos apoiar o que estiver certo e vamos correr a palavra de fogo com o que está errado. Dentro em breve, eles saberão o que é o "Veja Agora".
O que mais se vê, hoje, no Maranhão, é a impunidade. A ladroagem campeia, a insegurança está em todos os lugares e o Governo esbanja o dinheiro público com jatos alugados, viagens a Cancun e a Madame Alexandra Tavares a envergonhar o Maranhão.
O povo elegeu um governador e quem governa é a sua mulher. Nosso primeiro dever com o Maranhão é denunciar esse estado de coisas.
Viemos para defender o povo do Maranhão e não ser condescendentes com os criminosos dos cofres públicos e os maus políticos e traidores.
Nossa missão é árdua, mas vamos a ela com esperança e sem medo.