Fica no Jardim São Cristóvão I uma das principais vias de acesso ao Parque Independência, onde acontece a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema). É também o lugar onde a maioria das ruas está intrafegável. Os moradores denunciam que já fizeram diversas solicitações de obras junto à Prefeitura e ao Governo do Estado. Todas sem respostas até agora.
“Ultimamente a gente só apela para a imprensa. Há dois meses, pedimos para uma TV filmar o estado das ruas, para ver se as autoridades tomavam alguma providência, mas não adiantou muito. As ruas continuam esburacadas e o esgoto correndo diariamente na porta das casas”, conta a moradora Conceição dos Santos.
A dona de casa Cristina Barbosa Freitas, moradora há cinco anos do Jardim São Cristóvão I, afirma não suportar o mau cheiro do esgoto. “A Prefeitura não faz coleta de lixo e quando a água desce para a minha rua, vem de tudo, resto de comida, fezes. Tem dia que ninguém agüentar ficar em casa”, diz.
Dengue
Além desse incômodo, o esgoto também serve de “incubadora” para a proliferação do mosquito da dengue. “Outro dia, meu filho amanheceu doente. Quando o levei ao hospital, o médico disse que era dengue e perguntou se eu morava perto de alguma água parada. Eu respondi que sim”, relata a moradora Maria Raimunda Costa Gouveia.
O menino melhorou, mas o trabalho do marido e vizinhos de Maria Raimunda para desobstruir os córregos por onde o esgoto passa continua. “Se a gente não fizer isso, a água fica parada e dengue ataca todo mundo. Há muita muriçoca nessa região”, reclama a moradora.
Dayanna Rodrigues de Brito, moradora há 15 anos do Jardim São Cristóvão denuncia que a culpa pelos buracos na rua é dos coletivos que fazem linha para o bairro. “Eles estão vendo que não tem condições de passar, mas continuam teimando. Agora só não está pior porque as chuvas pararam”, declara.
Para a estudante Cláudia Pereira de Sousa, as ruas do Jardim São Cristóvão só são lembradas na época da Expoema. “Mas se não fizerem nada agora, o pessoal não vai conseguir passar para o Parque Independência por aqui não”, sentencia.