Empréstimo internacional evitaria fiscalização federal em obras de pontes
Enquanto viaja pelo país e para o exterior por conta dos cofres públicos e manda recados a prefeito e deputados oferecendo recursos e obras, já pensando na campanha do ano que vem, o governador José Reinaldo negocia empréstimos em bancos internacionais, em um atestado claro e inquestionável de que ele conseguiu quebrar o estado a ponto de não mais ter como trabalhar sem dinheiro do exterior.
No dia 26 de julho, data em que o Diário Oficial deixou de ser publicado na internet, José Reinaldo encaminhou à Assembléia Legislativa pedido de autorização de empréstimo a ser contraído ao banco WestLB, no valor de US$ 42,5 milhões. Um valor muito acima daquele que José Reinaldo vai tomar emprestado no Banco Mundial, segundo ele, para combate à pobreza - US$ 30 milhões. Com os dois empréstimos internacionais José Reinaldo endividará o estado do Maranhão em mais de US$ 72 milhões, ou mais de R$ 300 milhões.
O que chama a atenção é a destinação dos recursos: Programa de Perenização de Travessias do Estado do Maranhão. A mensagem do governador esclarece que o programa visa a construção e restauração de pontes. Este é o mesmo projeto que ele vinha tentando executar com um empréstimo italiano que acabou não chegando ao Maranhão. Por causa disso, porque o dinheiro não chegou, o governo do Estado acabou usando recursos da Cide para pagar à Gautama antecipadamente por obras que ainda não tinham sido realizadas. A construtora vencedora de uma licitação que vem sendo questionada (veja matéria ao lado).