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Volta às aulas é tumultuada

Fonte: Edição 09
Data de Publicação: 4 de agosto de 2005
 
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O segundo semestre escolar no Maranhão nem bem começou e já é motivo de reclamação por parte de alunos e professores das escolas da rede estadual de ensino. Colégios em reforma, docentes com salários atrasados e período letivo previsto para ir até fevereiro de 2006, são os principais motivos de queixa.
O Liceu Maranhense, em reforma desde o ano passado, teve as aulas transferidas para os prédios dos colégios particulares CIPE e CIMA. “Foi a pior coisa que fizeram. As salas são quentes, não tem biblioteca para os alunos, os banheiros são imundos e não tem nem bebedouro”, denuncia a estudante do terceiro ano, Marizol Vasconcelos, 18 anos.

Já a estudante do CEGEL, Maria do Socorro Araújo, 17 anos, não se conforma com a falta de funcionamento da sala de computadores na escola. “Todos chegaram com defeito. Quase ninguém os utilizou, até a Internet que instalaram foi cortada”, conta.

Para Carliana Oliveira Martins, de 17 anos, o que incomoda é a possibilidade de não poder prestar vestibular para a Ufma e Uema por causa do atraso no período letivo. “Todo ano a gente convive com esse medo. Eu me sinto prejudicada, pois penso em fazer o PSG e o vestibular tradicional”, diz.

Ameaça de greve

“Não podemos descartar a possibilidade de greve. Ela é o último remédio. Vamos conversar primeiro, com os deputados, com o Governo do Estado e tentar garantir os nossos direitos, mas a greve é algo que pode ocorrer”, a afirmação ao lado é do presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério Público do Estado do Maranhão (Sinproesemma), Odair José Santos.

Os direitos a que o professor se refere é o pagamento de salários atrasados aos docentes do interior do Estado, cumprimento do Estatuto do Magistério, concurso público para professores e funcionários das escolas públicas estaduais e salário mínimo de R$ 300,00, já que o governador José Reinaldo Tavares só autorizou para o Maranhão R$ 280,00.

Com relação à volta do período letivo, Odair José declara que a mesma tem sido irregular. “Algumas escolas estão em reforma, outras estão com falta de professores e há ainda aquelas que os alunos ainda estão indo. Isso tudo ocorre porque o nosso sistema de educação está deficiente, pois falta de professor a giz, bem como material didático nas escolas de ensino fundamental”, revela.

Para tentar solucionar esses problemas, o presidente do Sinproesemma diz que a entidade vai centrar força em ações consideradas como prioridade. “A primeira será fazer uma reunião com o Sindicato dos Vigilantes e estudantes para tentar uma encaminhamento para a proposta do Governo do Estado de substituir os vigias por equipamentos eletrônicos”, informa.

O que você achou da volta às aulas das escolas do Estado?

“Está caótica. Também gastam mais dinheiro com festas e folclore do que com a educação. Ninguém está satisfeito”.
Railson Ferreira da Silva, 17 anos.

“As condições estão péssimas. As salas estão muito quentes, tem professor faltando e estamos ameaçados de não se fazer vestibular no tempo certo”.
Wanderléia Silva , 17 anos

“De seis disciplinas, só tive aulas com dois professores. Estamos gastando passe escolar à toa, pois não temos aulas para assistir”.
Gustavo de Melo, 17 anos

“Faltam professor, apagador, giz e água para beber. As condições das salas são péssimas e os banheiros estão imundos”.
Dennis Guimarães, 17 anos

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