Por: Itamargarethe Corrêa Lima
Da Editoria de Polícia
Sob o comando do coronel Francisco Melo, uma ação ininterrupta durante a madrugada, acabou resultando na prisão de parte do grupo que, no final da manhã da última segunda-feira, assaltou o posto dos Correios, localizado na Avenida São Luís Rei de França, no Turú. De acordo com informações do coronel Melo, a PM conseguiu localizar a quadrilha, em uma casa na Praia do Meio, graças à informação de uma pessoa que passava pelo local na hora da ação criminosa.
Estão presos na Delegacia de Roubos e Furtos - DRF, Luís Gustavo Araújo Pinto, conhecido como "Gugu do Sacavém", chefe da quadrilha, Edilson Sousa Silva, Edilberto Sousa Lisboa e Jessé Costa de Lima. Um quinto elemento, identificado como Márcio, se encontra internado no Socorrão I, após troca de tiros com a polícia.
Na operação da PM foram apresentados, ainda, os dois caseiros que trabalhavam na casa alugada pelo bando, mas como o delegado não se convenceu do envolvimento de ambos, os dois prestaram depoimento e foram liberados em seguida. Considerado um homem violento e perigoso, Gugu do Sacavém era um dos assaltantes mais procurados pela polícia. Contra ele existem dois mandados de prisão preventiva. O grupo foi autuado em flagrante por crime de formação de quadrilha (art.288 do CP).
No cerco policial montado pela Polícia Militar, os assaltantes Marcelo, que é irmão de Marcos, e o foragido da Justiça Wendel Maciel Machado Urbano, fugiram. Em companhia de outros quatro detentos, no último dia 26, Wendel abriu as algemas e conseguiu escapar do Fórum Desembargador Sarney Costa.
Alta periculosidade
Conforme informações do delegado titular da DRF, Edinaldo Santos o grupo liderado por "Gugu" é suspeito da prática de mais 30 assaltos na capital, entre eles, contra a empresa Nacional Gás Butano, no Anjo da Guarda. Na ação, onde mais de 62 mil reais foram roubados, houve confronto entre bandidos e policiais, e terminou com dois sendo baleados, outros dois sendo presos, e o restante, entre eles o próprio "Gugu", conseguiram fugir.
Também pesa contra o assaltante, segundo o delegado Ednaldo Santos, o comando dos assaltos à casa Tupinanbá, no centro da cidade, e a casa lotérica, no bairro do Bequimão. Em ambas as ações, com extrema violência, característica peculiar das empreitadas criminosas da quadrilha, vítimas saíram gravemente feridas, entre elas, o dono da casa Tupinambá, que foi alvejado com o tiro no rosto e, apesar de ter resistido à gravidade dos ferimentos, acabou ficando com inúmeras seqüelas.
Prostituição Infantil
Na casa de praia alugada por Jessé de Lima por 200 reais a diária, a Polícia Militar apreendeu quatro garotas de programas. As irmãs D. V. e V. V, respectivamente com 17 e 13 anos, além de B.N.C.S, também com 13 anos e S.A.F, 18. Em informações preliminares, as jovens disseram que foram contatadas pela ex-presidiária identificada apenas como "Fuscão Preto", que reside no bairro do Barreto.
Ainda segundo as jovens, teria sido a agenciadora que forneceu as armas para a quadrilha. Elas disseram que "Fuscão Preto" estava na casa, mas saiu levando os revólveres pouco antes da PM montar o cerco na área. A polícia também já teria informações que desde que fugiu do Fórum Desembargador Sarney Costa, seria na casa de "Fuscão Preto" que Wendel estaria homiziado. Em poder dos acusados, a polícia apreendeu em torno de mil reais.
As quatro jovens foram encaminhadas para a Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente - DPCA e, em seguida, foram liberadas. Funcionários do posto dos Correios estiveram na especializada e reconheceram os acusados. Como é de praxe, a direção dos Correios não informou o valor roubado. Ainda no final da tarde, a equipe da DRF estava diligenciando no sentido de localizar e prender Marcelo e Wendel. A polícia acredita que a prisão da dupla aconteça nas próximas horas.
Ainda na tarde de ontem, uma equipe da Polícia Federal entrou em contato com o delegado Ednaldo Santos. Os policiais federais procuraram colher informações sobre o caso, tendo em vista que, crimes contra instituições federais, são de competência da PF. Até o fechamento desta edição ainda não tinha sido definido se o flagrante seria encaminhado para ser concluído pela Polícia Federal ou não.