O deputado Francisco Gomes (PFL) denunciou uma vez mais o estado de abandono em que se encontram as estradas que cortam o Maranhão. Ele citou, principalmente, a MA-014, que liga os municípios da Baixada Maranhense, onde, segundo ele, o quadro chega a ser dramático para os proprietários de pequenos veículos, que sofrem grandes prejuízos com as imensas crateras que se espalham por toda a extensão das rodovias. "Quem tem carro pequeno tem que fazer freadas bruscas e muitas vezes andar de marcha ré à procura de um lugar melhor para passar", denunciou.
O imobilismo do governador José Reinaldo em adotar medidas para resolver o grave problema, foi duramente criticado pelo parlamentar pefelista. Ele lembrou que José Reinaldo está há mais de três anos governando o Maranhão e nada foi feito por aquela região. "Ao invés de mandar tapar os buracos, o governador manda máquinas para o local para raspar o asfalto. Eu nunca vi isso!", criticou o parlamentar.
Gomes disse que a Baixada está praticamente isolada do resto do estado, o que provoca grandes prejuízos aos empreendimentos agropecuários. "Não há como fazer escoar a produção de toda aquela região, porque a estrada é completamente cortada por imensas crateras", denunciou Francisco Gomes. Isso, segundo o parlamentar do PFL, onera os custos dos fretes, pois as transportadoras não querem fazer aquele percurso, tendo em vista a facilidade que os veículos têm de quebrar peças e cortarem os pneus.
Ele lembrou que quando ocorrem casos de emergência de atendimento médico, com a transferência dos pacientes para a capital, a verdadeira dimensão do problema se faz sentir. Muitas pessoas estariam morrendo pela dificuldade de chegar a São Luís, pois faltam hospitais em condições de atender de forma adequada os pacientes da Baixada.
Outro aspecto denunciado pelo deputado contra a inoperância administrativa de José Reinaldo foi a constância de acidentes graves naquela rodovia. O número de acidentes fatais tem aumentado nos últimos meses, pois a situação da rodovia se deteriorou em decorrência dos rigores do inverno que ainda castiga a região.