O negócio da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão - CAEMA é, teoricamente, água tratada e esgoto sanitário. Esse é o lema da companhia, inscrito em diversos cartazes espalhados em todas as salas da sede da empresa, no centro da cidade. No entanto, não é preciso percorrer muitas avenidas da capital para constatar que a CAEMA cumpre seu papel dificilmente. Na Avenida Collares Moreira, em frente ao Monumental Shopping Center, por exemplo o odor insuportável toma conta do local o dia inteiro, incomodando comerciantes, taxistas e transeuntes. Nem assim a CAEMA adotou medidas para solucionar o problema.
Segundo o técnico administrativo Gilmar Lopes, 50 anos, que diariamente é obrigado a passar pelo local para ir trabalhar, o cheiro é terrível. "Esse problema existe há anos, sem que a Caema consiga resolvê-lo. Chegamos a pensar que a empresa ou tem má vontade ou não tem competência", diz Gilmar.
O gerente da Via Sport, Rafael Lima, contou que no mês de abril a chuva inundou a loja, causando prejuízos da ordem de R$ 20 mil. "Esse fato aconteceu na manhã de 25 de abril e a enchente foi tão grande que tivemos que esperar cerca de três horas para a água escoar. Além do prejuízo financeiro, tivemos a perda de dados. Nosso computador central queimou e, em conseqüência perdemos controle de estoque, cadastro de clientes e informações gerenciais, dentre outras", declarou o gerente. A Via Sport ajuizou uma ação por danos materiais na Justiça contra a Caema.
Clientes somem
O flanelinha Edivaldo Pereira Mota, que trabalha há 5 anos no local, disse que a reclamação por parte dos clientes é grande. Segundo ele, as pessoas estacionam os carros, mas logo decidem ir embora, quando sentem o mau cheiro que toma conta do local. "Constantemente meus clientes reclamam. Já perdi vários deles, pois muitos evitam estacionar nessa área", finalizou.
A mesma reclamação é feita pelos taxistas do Posto Ita, localizado na área. Eles afirmam que o problema é antigo e que perderam a conta do número de ofícios encaminhados à empresa pedindo providências. O taxista Augusto Pereira, 22 anos, há três trabalhando no local, afirma que durante todo esse tempo a única vez que uma equipe da Caema esteve lá foi apenas para desentupir o bueiro. "Ao invés deles elaborarem um estudo para identificar as causas e buscar a solução eles ficam adotando medidas paliativas, que de nada adiantam. O mau cheiro incomoda demais. Há dias que prefiro rodar no "pião" (sem ser fixo) para evitar esse cheiro insuportável de lama podre", finalizou.
Veja Agora esteve na sede da Caema falou com a funcionária Adriana Nogueira, assessora de Comunicação do órgão. Ao saber o nome do jornal, a funcionária voltou atrás e pediu que aguardássemos, apesar de haver, inclusive, redigido um bilhete nos encaminhado ao técnico responsável. Ao retornar, informou-nos que só o presidente da Companhia, Eduardo Braide poderia autorizar alguém a conversar com a equipe, mas infelizmente, ele (o presidente) estava em reunião. Apesar de informarmos os contatos de telefone e e-mail, para que a empresa se manifestasse, isso acabou por não acontecer até o fechamento desta edição.