A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Maranhão - Apae, está passando por dificuldades financeiras. Para manter as atividades que desenvolve com os portadores de necessidades especiais, a instituição montou um setor de telemarketing para pedir doações à população de São Luís. Segundo funcionários da instituição, a crise é motivada pela falta de repasse de recursos dos governos Estadual e Federal.
De acordo com o auxiliar administrativo João Lima Júnior, todo mês o Governo do Estado tem que repassar uma verba do Governo Federal à instituição porque cada criança matriculada tem direito a R$ 0,15 referentes à merenda escolar. "A Apae de São Luís é mantenedora da Escola Especial Enei Santana, de ensino fundamental, oferece oficinas profissionalizantes para portadores de necessidades especiais e faz atendimento médicos para essas pessoas. Para manter todas essas atividades funcionando é preciso ter recursos. E a verba que o Estado repassa é muito pouca", conta.
Dia atrás a dona-de-casa Erivania Cartágenes recebeu uma ligação pedindo uma doação no valor de R$ 10,00. Quem pedia se identificava como representante da Apae. Desconfiada do telefonema, ela pediu ao marido para verificar a veracidade das informações do tal funcionário. O marido foi até a instituição, conheceu o setor de Telemarketing e resolveu doar a quantia pedida.
"O nosso trabalho tem sido bem recebido. Quando a gente liga quase sempre as pessoas se interessam em fazer as doações e conhecer as atividades desenvolvidas pela Apae", explica o supervisor de telemarketing da entidade, Rodolfo de Assis.
Doações que salvam
Os doadores são de São Luís, Paço do Lumiar e Raposa e estão distribuídos em fidelizados e eventuais. Até o momento, a instituição tem cadastrados 5.900 sócio-contribuintes.
"Os fidelizados são os que fazem doações todos os meses e os eventuais são aqueles que doam ou vez ou outra. O valor mínimo para doar é de R$ 10,00, mas há os que dão até R$ 300,00. Mesmo com as doações, ainda há muito o que captar em recursos para a Apae", diz João Lima Júnior.
Veja Agora procurou a presidente da instituição, dona Elizabeth, para saber quanto a instituição recebe do Governo do Estado para manter-se funcionando, mas a mesma não retornou nossas ligações.